segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Meio de inverno
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Recesso
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Prometália, Vestália, Festa do Fogo
Fogo para manter aquecidas e protegidas. E o que é mais interessante? Homenagear o fogo em meio à nossa estiagem... Quem sabe ele se agrade e não nos seque completamente.
Eu tenho uma impressão meio dúbia do inverno... pq eu detesto frio... me dói nos ossos. Mas assim eu quero e mt o aconchego do fogo e quero o braço amado dos meus Ancestrais perto de mim. E isso me acaricia e me deixa feliz... eu quero o calor do inverno. E isso se dá quando nos entregamos em nossa devoção aos Deuses, à família... às famílias...
E, no começo de agosto, quando ainda o inverno tem, mais ou menos, 45 dias, recebemos com todo amor o Fogo de Prometeu. Garantimos nossa sobrevivência pelo fogão, pela fogueira, pelo lararium... Garantimos que nossas famílias continuem sendo protegidas e crescendo.
Nos unimos em torno do rams de erva-doce em chamas e rezamos: Obrigada, Prometeu! Nós agradecemos o presente, pois nele vemos um pedacinho dos Deuses do Fogo!
terça-feira, 29 de julho de 2008
Vesta dos nossos fogões
Quando seu sobrinho Dionísio chega ao Olimpo e reclama seu lugar junto aos deuses, Héstia cede sua cadeira e seu posto e pede ao Tonante que sua morada seja, agora, a lareira das famílias. Assim, a deusa se muda para a casa das famílias, para o fogo doméstico, para cuidar mais de perto de seus domínios.
Héstia toma conta de sua divina família, dos filhos e netos de Cronos. E toma conta, também, do nosso fogão e do nosso fogo doméstico, que aquece a casa, que cuida do lar, que nos mantém juntos no Inverno.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Comidinhas que combinam com o Inverno
sexta-feira, 4 de julho de 2008
A Chama e o Inverno
Estamos chegando na metade do Inverno. O Sol vai ficando cada vez mais forte e o frio vai passando – pelo menos aqui no Sudeste do Brasil. Isso significa que, daqui a pouco, a Primavera começará e, para muitas sociedades agrárias, chegaria a hora de arregaçar as mangas, cuidar da plantação e pensar na colheita do Verão.
Por aqui, olhando pela janela para a Avenida Paulista, estou sentindo o solzinho mais forte e pensando, com minhas queridas amigas, o que podemos fazer para celebrar esse período. E o que ocorreu para nós, apesar de algumas diferenças, foi o retorno do fogo, a inspiração, a renovação e o calor. E pensamos em Vesta (ou Héstia). O que imediatamente me remete à chama ancestral dos nossos altares.
Segundo muito do que li sobre a prática da bruxaria dentro das tradições italianas, muitas streghe usam uma chama no centro do altar, para lembrar os ancestrais. É o fogo, o sangue que mantém viva a chama da tradição - e acho que tem gente que pode falar disso melhor do que eu...
Nos meus ritos, sempre há essa chama no centro do altar. Ela é dedica à Vesta e fica aos pés de Júpiter, entre os dois deuses principais do meu culto, Ceres e Marte. Ela representa essa chama, esse elo que me liga aos meus ancestrais, próximos ou distantes, de sangue ou de alma - os que vieram antes de mim e mantiveram a tradição viva, de maneira que eu pudesse, hoje, estar na presença dos deuses graças ao legado deles.
Todo o fogo do altar sai dali, tanto das velas dos deuses quanto do fogo que acende o incenso. No pequeno caldeirão de Vesta é onde queimo as oferendas dos deuses. Além do altar, tenho também um caldeirão para ela no centro da casa e, de vez em quando, uma vela na cozinha. Para esses dois, o fogo sai do fogão, não da caixa de fósforos.
E aí? Qual a sua relação com a chama que alimenta nossos altares e nossa ancestralidade?
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Maio

Praticamente meio ano se foi...
Em São Paulo, estamos tomadas por um frio da chegada do Inverno.
É agora que sabemos que Koré desceu ao Hades e que Deméter está um tanto mais triste e mesmo que Hélios esteja conosco, a terra está fria. Sinto que estamos já recolhendo nossas nozes para o inverno que vem vindo. Começando a guardar o vinho e pensar nas carnes que, com sorte e alegria, assaremos pelos amigos. Começam a sair dos armários os casacos, gorros e cachecóis.
E nesse clima frio, quase triste, é que honramos a passagem de Koré a Perséfone. E com a Deusa iniciam-se os movimentos para dentro e fora do Hades... a vida e a morte nas mãos da rainha dos lírios. Como na nossa vida estamos constantemente matando coisas, reconstruindo, refazendo e criando, honramos Perséfone. E olhando para o crescimento da Deusa nos vemos. Em nosso crescimento... E em nos assumirmos... deixamos de ser meninas. Para sermos rainhas!
Louvada seja, A Pura.
Imagem e frase da Thalia Took: "Eu fui jovem um dia. Agora os mortos vem a mim e eu sou Rainha".