A Ametista - que tem aparecido bastante por aqui ultimamente :) - deixou um comentário no nosso mural perguntando sobre Ares. Nós três aqui do blog mantemos devoção por ele, mas eu resolvi fazer um post contando um pouco da minha experiência.
Ares e Deméter apareceram na minha vida na mesma época. Só que, enquanto o culto a Deméter demorou mais para se estabelecer e é tem uma característica sazonal, exigindo diferentes ritos, oferendas e posturas de acordo com a estação do ano, o de Ares foi mais fluido. Seu culto é relativamente simples, mas exige dedicação e muita disciplina.
Vejam bem, relativamente. Na prática, nenhum culto a nenhum deus é simples, porque mais cedo ou mais tarde eles nos levam para caminhos de auto-conhecimento e de trabalho que podem dar uma certa dor de cabeça.
Mas, voltando a Ares...
Obviamente, ele é um deus da guerra, mas muito diferente de Athena. Ele é tido pelos gregos como "O Sujo de Sangue", o deus que se alegra na batalha e na carnificina. Ares é o deus do furor da batalha e, segundo Homero, ele não vê amigos e inimigos, apenas luta porque gostado sangue e da matança. Para os gregos, ele não possuía os atributos estrategistas e sábios de Athena, porque ele é outro aspecto da guerra.
Ele é um deus de violência, de raiva, de paixão, de proteção, de disciplina e de força. Cultuar Ares é entender que a guerra é necessária para o mundo, e que nós travamos pequenas batalhas todos os dias.
O culto a Ares vai levar o devoto a ter essa compreensão. Mas também vai levar a muitos aprendizados sobre coragem, força e disciplina.
Quem tem um texto muito bom sobre Ele é a Alexandra, do Reconstrucionismo Helênico no Brasil. Pode ser lido na seção de Mitologia do Tribos de Gaia, clicando aqui.
P.S.: recuperei um dos textos perdidos... o outro já era... :(

