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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

2009 = Força


Mais um ano que chega. Meu pai sempre brinca e diz que não sabe se tratamos de um ano a mais ou um ano a menos. O importante é que está aqui e pede para ser vivido. É o nosso presente.

E o presente do ano é a energia da Força. Arcano 11. Um leão. Uma moça. Que força é essa? Força de quem? Para quê? Penso que essas são as nossas respostas a explorar durante 365 dias.

A Força poderia se chamar O Poder. O poder de misturar e de cuidar e liderar. Mas nenhum deles como O Imperador ou A Temperança. Não. O poder do amor e da compreensão. Do estar juntos. Do viver entre a virgem e o leão. Entre a criatividade e o manifestar dessa imaginação.

Muito mais do que lidar com seu lado animal, A Força é também o chamar do animal. Ou poderia a virgem se aproximar tão calmamente do leão se não o compreendesse? O leão é um ser completo... A virgem é um ser completo. E juntos, e com o poder do amor que cimenta essa união, eles se espelham um nos olhos dos outros.

Acredito que 2009 será um ano para encontrarmos, dentro de nós, tanto a virgem quanto o leão. Observar a simbiose entre eles. E entender como eles andam juntos e porque. Também será possível viver esse amor, o que faz com que entendamos o diferente, o que nos parece selvagem demais ou conservador demais. A Força nos leva para além do meio, do medíocre. E nos faz entender o que é o exclusivo, o grande e o virtuoso.

Estar na companhia do leão e da virgem é compreender o que é virtuoso e selvagem dentro do coração e viver isso. Sendo Leão e Virgem no dançar do dia... e da noite.

Um 2009 lindo para nós!!

Imagem: Day's companion. De Michele-lee Phelan, www.dreamsofgaia.com

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Primeiras impressões com o Vertigo Tarot

Sexta feira chegou nas minhas mãos meu tarot vertigo. Ontem, quando um querido amigo me ligou pedindo para eu ler as cartas para ele, não pensei duas vezes sobre qual baralho eu ia usar. Ainda que eu tenha já firmado que não vou ficar usando ele para tudo, dessa vez achei que valia a pena. Pela pessoa que é, e um pouco pela vontade de experimentar como seria o trato com essas cartas – tão desejadas (foram dez anos desejando esse baralho...).


Conversamos, sentamos, e eu peguei o baralho. E ai, ele fez a pergunta que estava latejando na cabeça dele, e eu resolvi usar só os maiores dessa primeira vez, pq ainda me sinto insegura com os menores (e me sinto insegura de ler para os outros, assumo – é uma responsabilidade e tanto).

Acho que eu nunca interpretei um jogo tão bem na vida, com tanta facilidade, fluidez. Era como se o baralho falasse comigo. Era como se eu só tivesse que abrir a boca e as coisas fossem sendo ditas. Era tudo tão claro, tão fluido, e ele ia perguntando e eu ia respondendo, e o baralho parecia mostrar tudo tãããão claramente que eu fiquei bege.

Ele fez um outro questionamento, mais pessoal, e ai danou-se de vez. Porque eu olhava as cartas e era como se eu conseguisse entender muito mais profundamente que só o significado do arcano... mas o motivo pelo qual era aquele arcano, o que ele representava de uma maneira muito mais fumada e arquetípica dentro do contexto particular da conversa que a gente tinha (sobre a espiritualidade dele).

De repente, eu estava divagando com ele sobre o significado daquilo e sobre como aquilo refletia as coisas, e cara, foi muito, muito legal. Toda a insegurança que eu sinto lendo para os outros não estava lá. Era natural estar falando aquilo, transmitindo aquela mensagem, colocando as coisas para ele.

Meu baralho além de lindo, é muito especial de ler.


Postei algo semelhante a este texto no meu blog pessoal, e isso gerou uma conversa muito bacana sobre como encontramos nossos rumos com o oráculo, e em como a entrega que certos baralhos que são, por algum motivo, “especiais” gera torna a leitura muito mais profunda e envolvente. Como é importante esse deixar fluir – e como isso se dá, profundamente, quando existe entrega – quando nos deixamos levar pelo que estamos fazendo e pela maneira certa de encarar o oráculo.


É fácil pensar em Apolo quando se pensa em oráculo – e esse é um jeito de se encarar a coisa. Mas existem outros – para mim, ainda mais usando um baralho como esse – é Dionisio Mantis, o Vidente, quem comanda a festa. Assim como em Delfos, Phoebe, Gaia, Thêmis, Dionisio, todos tinham um papel. E Zeus tinha um oráculo em Dodona. E isso é só um pedacinho... dentro de um contexto helenista que é o meu... mas poderia olhar ainda maior... sobre a multiplicidade que o oráculo pode ter, e que vai tão além da obviedade... e se ficamos só naquilo que é esperado, não vamos tão longe quanto podemos ir.

E eu agradeço, a meu Pai e Amado, por permitir que eu encontrasse meu rumo com o oráculo.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Intuir... tirar a carta... confirmar a intuição


Foi uma experiência engraçada... qse dessas de tirar tarot sem carta.
Lua nova é hora de pensar no arcano da lunação. E foi, em meio às minhas orações a Apollo, que eu vi a carta do Diabo na minha frente. Quando eu puxei do baralho, qual veio?

O 15.

Não posso dizer que eu não fiquei meio assim e o que eu fiz? Liguei para a filha de Pã (dããã) e contei para ela. Além de rir, afinal de contas, é o lance desse povo da floresta, me disse que era isso mesmo. E quem sou eu para discutir.

Mas preciso dizer que achei curioso. Ver a carta antes dela sair. É mesmo coisa de Oráculo... é a voz do Brilhante antes do concreto. E quem sou eu para duvidar?

Alguém já passou por coisa assim?

Imagem: Jungian Tarot

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Tarot para os outros

Quase nunca leio tarot para outras pessoas. Fico muito centrada em mim e nos meus próprios conflitos - às vezes até demais - e acabo ficando com receio de tirar as cartas para outros. Mas comprei um novo deck pensando nisso, querendo isso. A estréia foi lendo para o meu namorado.

Achei muito legal com a forma como a leitura fluiu. Consegui ser didática e prática. Usei um novo esquema de jogo, com o qual ainda estou me familiarizando, e mesmo assim consegui falar bem e bastante. Não tinha a superficilidade de consultas anteriores. Não foi apenas a tradicional "decifração" do futuro, mas teve direito à algumas análises mais profundas.

Talvez isso tenha acontecido porque conheço bem demais o consulente e sei exatamente o momento que ele vive. Mas percebi que tenho criado uma maior segurança com as cartas, com a leitura para outros, sendo pessoas próximas ou não. Eu consigo explicar porque a carta "x" caiu na posição que fala sobre trabalho, e a carta "y" no canto sobre relacionamento. Foi muito legal para mim, e espero que tenha sido para ele também.

Fiquei pensando como é preciso ter muita prática para mexer seriamente com oráculos. Muita segurança sobre o que se está falando, domínio do instrumento usado e, principalmente, responsabilidade - para não ferrar com a vida da pessoa que procuram uma luz.