Seguindo a ideia da Inês, que começou com os postings de Deméter, sigo com alguns textos sobre Apollo, seu culto e seus muitos jeitos de ser. Esse é o posting 1, para pensar nas andanças do Deus da Luz do Sol e um pensamento de como sua flecha, de origem oriental, turca, muito provavelmente, atinge ao longe... até as terras celtas (provavelmente onde ficavam os hiperbóreos).
Um bom lugar para começar uma pesquisa sobre Ele é pelo Theoi Project e de lá, retirei algumas dessas primeiras informações - e algumas da Wikipedia.
A primeira coisa que eu pensei é como Apollo é um deus de muitas faces e assim, de um culto muito amplo mesmo. Isso quer dizer que além de muitos títulos e formas de culto, Apollo assumiu inclusive muitos nomes em diferentes locais, diferentes nações, da Itália e da França celta e em parte da Austria.
"Apollo, como outras deidades gregas, tinha um número de epípetos que se referiam a ele, refletindo uma variedade de papéis, trabalhos e aspectos dados ao Deus. Porém, enquanto Apollo tem tantos nomes na mitologia grega, poucos aparecem na literatura latina (romana), a qual encontramos PHOEBUS (o brilhante), que também era usado pelos gregos em sua face de Deus da Luz.
Em seu papel de curador, seus nomes incluiam Akesios e Iatros, significando "o que cura". Ele também era chamado Alexikakos "o que restringe o mal" e Apotropaeus "o que manda o mal embora" e também era referido pelos romanos como Averruncus "o desviador do mal". Como Deus das Pragas e defensor contra ratos, Apollo era conhecido como Smintheus "o que caça ratos" e Parnopius "o grilo".
Os romanos também o chamavam Apollo Culicarius "o que afasta a doença". Em seu aspecto de cura, os romanos o chamavam de Medicus "o médico" e tinham um templo a ele em Roma, provavelmente perto do templo de Bellona.
Como Deus da Arquearia, Apollo era conhecido como Aphetoros "deus do arco" e Argurotoxos "com o arco de prata". Os romanos se referiam a ele como Articenens "o que carrega o arco".
Como um Deus Pastoral Apollo era conhecido como Nomios "o que anda".
Apollo também era conhecido como Archegetes "o diretor da fundação", o que assistia as colônias. Era conhecido como Klarios "lote de terra", por sua supervisão sobre cidades e colônias.
Outros nomes de Apollo era Delphinios significando "do útero" em sua associação com Delfos. Em Delfos, ele também era conhecido como Pythios. Uma aitiologia nos hinos homéricos ligam esse epíteto com os golfinhos. Kynthios era outro epípeto, o ligando a seu nascimento no Monte Cynthus. Também era conhecido como Lyceios ou Lykegenes "dos lobos" e "da Lícia", onde alguns postulam que seu culto teve início.
Especialmente como Deus da Profecia, Apollo era conhecido como Loxias "o obscuro". Também era conhecido como Coelispex "o que vigia os céus" pelos romanos.
Apollo recebeu o epípeto de Musagetes como líder das Musas e Nymphegetes como líder das ninfas.
Acesius era o sobrenome de Apollo sob o qual era cultuado em Elis, onde um templo na ágora fora eregido. Esse sobrenome, que tem o mesmo significado de "aquele que evita o mal."
Entre os celtas:
"Apollo era adorado ao longo de todo o Império Romano. Nas terras celtas, era tradicionalmente visto como um deus solar e de cura, assim ganhava qualidade de outros deuses celtas com as mesmas características.
Apollo Atepomarus "o grande cavaleiro" ou "o que possui um grande cavalo" era cultuado em Mauvrieres. No mundo celta, o cavalo era ligado ao sol.
Apollo Belenus "o brilhante". Esse epípeto foi dado a Apollo em partes da Gália, Norte da Itália e Noricum (na moderna Austria). Assim, era um deus solar e de cura.
Apollo Cunomaglus "senhor dos cães". Um título dado a Apollo num templo em Wiltshire, provavelmente como um deus da cura.
Apollo Grannus. Grannus era um deus de fontes de cura, posteriormente igualado a Apollo.
Apollo Moritasgus "massas de água do mar". Um epípeto de Apollo em Alésia, onde era cultuado como Deus da Cura, provavelmente como deus dos médicos.
Apollo Vindonnus "o da luz clara". Apollo Vindonnus tinha um templo em Essarois, perto de Chatillon-sur-Seine na Borgonha. Ele era um deus de cura, especialmente para os olhos.
Apollo Virotutis "o benfeitos da humanidade". Apollo Virotutis era cultuado em locais como Haute-Savoire e Maine-et-Loire."
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
domingo, 12 de abril de 2009
Outras visões de Apollo

Muitos deuses gregos e romanos tem seus correspondentes etruscos. Lendo sobre isso, não consigo chegar à conclusão de que eles realmente tinham mitologias parecidas, ou se é só uma necessidade de comparar todos os mitos ocidentais com os gregos.
Contestações à parte, eu gosto de ver na mitologia comparada outras visões, às vezes mais primitivas, dos deuses gregos. E nessas eu descobri Apullu, ou Aplu, a "versão etrusca" de Apollo.
Pelo que eu consegui descobrir até agora (e estou me odiando por ser obrigada a procurar informações nos livros do Charles Leland), a grande semelhança entre os deuses é a sua relação com a cura. Assim como Apollo, Apullu era chamado para evitar as pragas, curar doenças e tirar o mal olhado.
Entre os epítetos de Apollo, existe "o que afasta o mal". Em um dos livros sobre Etruscos do Leland - que eu não me lembro o nome -, ele cita um pequeno feitiço rimado para Apullu, com esse intento.
A relação mais próxima dos dois são as pragas e seu poder de trazê-las ou afastá-las. Tanto que outro autor diz que Apullu está mais ligado ao Apollo Smintheus do que aos epítetos solares do deus. Além disso, Aplu era relacionado às variações do tempo e ao trovão, que na Grécia é uma atribuição de Zeus.
Além dos atributos de cura e purificação, Aplu também tinha no louro sua erva sagrada. Algumas de suas imagens o retratam com coroas e ramos da erva. Ele também era frequentemente desenhado ao lado de sua irmã, que tem relação com Ártemis. Porém, o parentesco de ambos não se relaciona com uma equivalente a Leto, pelo menos até onde eu consegui ler.
Junto a isso, descobri outras coisas sobre Apollo em si. Que, por exemplo, havia um deus de cura em Creta, cujo o nome era algo similar a Paion, registrado na Linear B. Paion é um dos epítetos relacionados a cura do Apollo grego, mas os arqueólogos não creem que são a mesma divindade. Na opinião da corrente histórica mais proeminente, o culto a Apollo e a Leto veio da região da Turquia e parou em Creta, onde os gregos assimilaram os dois, junto com outras divindades - como Zeus, Posseidon, etc - e levaram para o continente.
Há, ainda, controvérsias sobre o culto de Apollo Délico, na ilha de Delos onde, segundo o mito, Leto teria dado a luz aos gêmeos. Há fortes evidências de um antigo culto a deusa-mãe e à Ártemis, mas o culto a divindade masculina na ilha parece ser discreto e bem posterior. Isso parece ser mais uma evidência de que Apollo é um deus originário de outra região.
Mais uma relação oriental são com os deus solares da Anatólia e da Babilônia. Um desses deuses, coincidentemente chamado de Aplu Enlil, também tem relação com o Sol e com as pragas. Há, ainda, Shamash, outro deus solar.
E assim vamos cavando e vendo de onde pode ter saído o culto de uma das divindades com um dos cultos mais disseminados entre os gregos - e entre os neopagãos também.
A imagem é uma cabeça
de divindade etrusca, do Museu do Prado,
possivelmente Aplu.
de divindade etrusca, do Museu do Prado,
possivelmente Aplu.
quinta-feira, 12 de março de 2009
De Marte e de Apollo
Ainda falando do Ano Novo Astrológico - que é um momento bem importante para todas nós aqui no blog.
De todos os deuses (no masculino mesmo, porque estou falando de deuses-homens), eu tenho uma relação mais próxima de Marte e de Apolo. Possuo um culto estruturado aos dois, sozinha e em grupo. Eles são os deuses mais presentes na minha vida, junto com Ceres.
Do meu tempo com eles, eu aprendi que há várias diferenças entre os dois.

Marte é mais presente e menos sutil. Portanto, se você deseja cultuá-lo, saiba que ele muitas vezes vai enfiar o pé na sua porta e na sua vida. Ele não gosta de choro nem de lamentações, mas é ele quem te dá força para seguir em frente. Marte também é um deus leal (eu ia colocar fiel, mas Deus é Fiel não ia pegar bem.... hehehe). Mas você tem que fazer a sua parte nesse trato.
Apollo é distante sem ser ausente. É exatamente como a luz do Sol: o astro rei está lá há bilhões de quilômetros, mas a luz dele consegue alcançar a sua pele e te deixar marcas. Ele é mais sutil do que Marte e não se envolve tanto nos problemas humanos. Apollo também é um deus de oráculos, ou seja, conselhos. Enquanto Marte vai de dar um tapa na cara e mandar você engolir o choro, Apollo vai te olhar de cima, ouvir e soltar um tapa na cara em palavras.
Mas ambos também têm semelhanças. Eles exigem disciplina - no culto e na vida. Marte quer a disciplina dos militares. Apollo quer a disciplina que vem da Moderação. Ambos também valorizam promessas e compromissos. E ai de você se quebrá-los...
Em 21 de março, eu vou celebrar esses dois deuses, junto com as outras divindades solares. Eu poderia dizer que vou me despedir de Marte e comemorar a chegada de Apollo, mas não seria verdade. Eu não quero nunca me despedir do Senhor da Guerra, e não é preciso que eu anuncie a chegada do Senhor do Sol, porque ambos estão sempre representados no meu altar, recebendo suas oferendas e suas preces.
De todos os deuses (no masculino mesmo, porque estou falando de deuses-homens), eu tenho uma relação mais próxima de Marte e de Apolo. Possuo um culto estruturado aos dois, sozinha e em grupo. Eles são os deuses mais presentes na minha vida, junto com Ceres.
Do meu tempo com eles, eu aprendi que há várias diferenças entre os dois.

Marte é mais presente e menos sutil. Portanto, se você deseja cultuá-lo, saiba que ele muitas vezes vai enfiar o pé na sua porta e na sua vida. Ele não gosta de choro nem de lamentações, mas é ele quem te dá força para seguir em frente. Marte também é um deus leal (eu ia colocar fiel, mas Deus é Fiel não ia pegar bem.... hehehe). Mas você tem que fazer a sua parte nesse trato.
Apollo é distante sem ser ausente. É exatamente como a luz do Sol: o astro rei está lá há bilhões de quilômetros, mas a luz dele consegue alcançar a sua pele e te deixar marcas. Ele é mais sutil do que Marte e não se envolve tanto nos problemas humanos. Apollo também é um deus de oráculos, ou seja, conselhos. Enquanto Marte vai de dar um tapa na cara e mandar você engolir o choro, Apollo vai te olhar de cima, ouvir e soltar um tapa na cara em palavras.Mas ambos também têm semelhanças. Eles exigem disciplina - no culto e na vida. Marte quer a disciplina dos militares. Apollo quer a disciplina que vem da Moderação. Ambos também valorizam promessas e compromissos. E ai de você se quebrá-los...
Em 21 de março, eu vou celebrar esses dois deuses, junto com as outras divindades solares. Eu poderia dizer que vou me despedir de Marte e comemorar a chegada de Apollo, mas não seria verdade. Eu não quero nunca me despedir do Senhor da Guerra, e não é preciso que eu anuncie a chegada do Senhor do Sol, porque ambos estão sempre representados no meu altar, recebendo suas oferendas e suas preces.
terça-feira, 10 de março de 2009
Palestra da Tarde Esotérica de Março
Hyperion, Hélios e Apollo: evolução solar.
Eu escolhi esse tema porque no dia 21 de março, ou seja, em poucos dias, o Ano Novo Astrológico se inicia e seremos, até março de 2010, regidas pelo Sol.
E isso me deixa muito feliz. Porque será um bom ano para rolar na grama como um gato em dia ensolarado. Aliás, convido a quem estiver a fim.
O meu foco na palestra foi falar um pouco sobre esses deuses de luz e como são importantes, junto com suas deusas, irmãs, filhas, mães e irmãs, constroem seus papéis.
Hyperion, O que Vê de Cima, nos fala um pouco sobre apoiar sua família e ser o pilar de um movimento de completa renovação. Além, claro, de ser o Pai das Luzes do Céu: Selene, Hélios e Eos.
Hélios, o Sol, o corpo solar, além de falar sobre ciclos, é o pai das pharmakeia, Pasifae e Circe, assim, se torna um deus que energiza o fazer de magia com ervas de suas filhas.
Apollo, o Brilhante, o que tem mais epítetos, nos fala de ser solar... mas que também temos um lado que não parece o mais bonito ou o que queremos mostrar: o das pestes e dos venenos. Mas essa faceta é comum a todos, certo? Sim, certo. Mas em alguns momentos, alguns não esperam isso de Apollo. E assim tb o Líder das Musas surpreende.
Será que 2009 será o ano de surpreender? De trazer à luz o que não mostramos antes? De cauterizar machucados de batalhas de 2008? Tomara!
Por fim, quero desejar a todos um ano novo excelente e que o Sol traga foco, liderança e iluminação a todos!
Pietra, a solar
domingo, 8 de março de 2009
Equilíbrio
Gostei muito deste texto. Ele conversa comigo, pois minhas ideias também são bem apolíneas e buscam o Metrón, a Justa Medida.
O original está em: http://urbanhellenistos.wordpress.com/2009/03/05/balance/
Uma das coisas que vem mantendo meu interesse na religião helênica, não importa o quanto os outros praticantes tentem ou consigam me deixar maluco, é o ideal apolíneo de Moderação e Equilíbrio. Na verdade, esse ideal parece ser mantido por outros pagão mais "sãos", mesmo que não praticantes do helenismo. Eu preciso concordar que as religiões com raízes em Abraão o Paganismo é uma coisa estranha; e também admito que para aqueles que têm a ideia de espiritualidade monoteísta como a "correta", a crença em vários deuses pode parecer "anormal" e, em nossa sociedade, "anormal" pode, muitas vezes, ser traduzido como "loucura".
Em minhas práticas pessoais, eu equilibro muito do "louco" (...) com muita racionalidade. Eu examino minhas experiências ditas místicas com um tanto de lógica, para poder correr atrás de explicações lógicas para os acontecimentos antes de cair em uma fantasia, ou busco, pelo menos, alguma explicação simples e plausível antes de tudo. Na maioria das vezes, as coisas podem ser explicadas com questões completamente mundanas e, em menores casos, não é bem assim.
Em minhas práticas pessoais, eu equilibro muito do "louco" (...) com muita racionalidade. Eu examino minhas experiências ditas místicas com um tanto de lógica, para poder correr atrás de explicações lógicas para os acontecimentos antes de cair em uma fantasia, ou busco, pelo menos, alguma explicação simples e plausível antes de tudo. Na maioria das vezes, as coisas podem ser explicadas com questões completamente mundanas e, em menores casos, não é bem assim.
Agora, a aceitação do mundano não necessariamente incorre na descrença do que é fantástico; mas, o mundano e o fantástico podem coexistir em equilíbrio um com o outro. Um amigo meu uma vez me explicou o paradigma de Apollo e Dionísio como uma forma de dualidade Yin/Yang um tanto mais complexa. Lógica e Ciência ficam no reino de Apollo, tal qual os oráculos e o misticismo, algo que sempre é legado para um lado mais distante da "normalidade". Êxtase e "selvageria" estão sob o domínio de Dionísio, mas também a capacidade de colocar uma máscara e ser convincente, mesmo que por pouco tempo, sendo que para fazer isso é preciso de um grande poder de controle.
Enquanto Nietzsche pintou Apollo e Dionísio de uma forma um tanto ÿin e yang", mas perdeu a parte na qual equilíbrio é necessário para ambos sejam completos, e assim pintou uma imagem não dos dois Theoi mais cultuados na Grécia Antiga, mas de dois extremos, 100% preto e branco. O Apollo de Nietzsche não tem nada a ver com a "moderação" das coisas, mas sobre o controle total sobre si. O Dionísio dele é muito próximo de um “Jimbo Morrison” no filme altamente ficional e exagerado de Oliver Stone, The Doors: um bêbado quase sempre extático, sempre maluco e fora de controle. Ray Manzarek diz que seu personagem era ficcional e que pouco se pareceria mesmo com Jum Morisson na vida real - muito mais do que um poeta e filósofo com quem se tornou amigo, o verdadeiro Dionísio para o Apollo de Ray, que, nas palavras de Manzarek, “[poderia] beijá-lo e amá-lo pela conexão que estabeleceram através da música”.
Enquanto Nietzsche pintou Apollo e Dionísio de uma forma um tanto ÿin e yang", mas perdeu a parte na qual equilíbrio é necessário para ambos sejam completos, e assim pintou uma imagem não dos dois Theoi mais cultuados na Grécia Antiga, mas de dois extremos, 100% preto e branco. O Apollo de Nietzsche não tem nada a ver com a "moderação" das coisas, mas sobre o controle total sobre si. O Dionísio dele é muito próximo de um “Jimbo Morrison” no filme altamente ficional e exagerado de Oliver Stone, The Doors: um bêbado quase sempre extático, sempre maluco e fora de controle. Ray Manzarek diz que seu personagem era ficcional e que pouco se pareceria mesmo com Jum Morisson na vida real - muito mais do que um poeta e filósofo com quem se tornou amigo, o verdadeiro Dionísio para o Apollo de Ray, que, nas palavras de Manzarek, “[poderia] beijá-lo e amá-lo pela conexão que estabeleceram através da música”.
Apesar de Dionísio ser mostrado como "rústico" e Apollo como "urbano", Dioniísio pode ser sentido nos teatros das cidades, em suas casas noturnas, nas festas nos sótãos das casas as quais ninguém admite ter planejado. Por outro lado, Apollo tende a se aventurar nos bosques para estar com suas Nymphai e chorar a morte de Jacinto e outros amores que perdeu. Isso tudo acontece em perfeito equilíbrio, perfeita harmonia. Deixar o êxtase sobrepujar a razão e vice-versa é um convite a impureza espiritual e à loucura. Reconhecer quanto precisamos nos centrar na moderação é uma habilidade importante, pois assim saberemos reconhecer os momentos nos quais passamos na vida.
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