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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Instrumentos da Chris Wolf


A Chris Wolf nos mandou um pouco dos seus instrumentos. Entre os tradicionais athame, caldeirão, ervas e incensos, temos uma cerâmica turca lindíssima para a Senhora Afrodite, velas super bonitas e um baralho cigano Petit Lenormand - quando a maioria tem tarot, a Chris usa um baralho cigano e, pessoalmente, achei isso super legal!

Tem mais fotos no nosso Flickr, para quem quiser conferir tudo.

Se você também quer mostrar os seus, envie fotos e um textinho para stregheriapratica@yahoo.com.br.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Meu Pseudo


Eu não tenho BOS. Tenho pseudo-livro das sombras, termo inventado pela Sarah Filhote de Lua e que se encaixa perfeitamente ao meu caderno. Ele tem registros, fotos, recortes de jornal, revistas, textos meus escritos a mão, textos meus escritos no blog, textos da internet, estudos de tarot, trechos de livro...

O que estou usando começou em 2006 é o quarto. Antes, eu tive um caderninho pequeno, lá no começo da jornada em 2001 e que durou muito pouco. Depois tive um espiral encapado de preto com o nome que eu usava num coven que não deu muito certo. Desse eu peguei bode mesmo.

De longe, o mais legal dos livros antigos é um caderno de capa vermelha, decorado com flores, que registrou todo o meu caminho de descoberta da stregoneria. O pretinho que uso hoje mostra uma trajetória de evolução no conhecimento e culto às divindades greco-romanas. É um espelho de como a minha vida mudou no último ano - especialmente - e como continuará mudando nos próximos meses, pelo jeito.

Aliás, acho que o livro das sombras é isso mesmo: um espelho da jornada. É interessante pegar os antigos e ver o quanto o caminho anda. Mesmo que você tenha vergonha do que escreveu lá no começo - eu tenho! -, vale pelo momento de introspecção e reflexão.

A primeira foto mostra a página de abertura, em que eu escrevi a letra de "Samhain's Night", da Loreenna Mckennit, que fala de encontrar seu caminho e seus semelhantes. A segunda, o registro do meu calendário de celebrações que ainda está incompleto - decorado com uma cabeça de pater Marte.


Para ver mais fotos, clique aqui!

terça-feira, 15 de julho de 2008

Livro das Sombras da Dani Sales

A primeira a participar da nossa campanha e contar sua experiência com Livros das Sombras foi a Dani Sales, bruxa verde dona do blog Mulher Verde . O legal da experiência da Dani é que ela mantém vários cadernos, cada um com um tema.

Aí vai a o texto explicando tudo. E a foto do principal BOS, o de receitas.
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"Preciso confessar que sou a louca do BOS (rs). Eu tenho vários, um para cada finalidade.

Meu primeiro BOS foi um caderno com o Ursinho Pooh (que na minha época se chamava Puff mesmo) e meus primeiros registros foram trechos do livro da Laurie Cabot, “O Poder da Bruxa”. Nele comecei a colocar orações para a Deusa que eu achava bonitas e também os escritos relacionados ao curso de Afrodite que fiz com a Patricia e a Soraya. Chamo de “Caderno da Deusa”, pois lá há várias informações sobre Ela e suas faces.

Tem também o BOS herbal, em que eu anoto tudo relacionado a herbalismo mágico, usos terapêuticos de ervas etc. Ele é um caderno pequeno, com flores na capa, e já está acabando. Então eu comprei um outro caderno igual para dar continuidade ao BOS herbal, mas ele sumiu (rs). Agora eu uso um caderno com umas folhas verdes na capa e papel reciclado.

Tenho também um caderno laranja só para o assunto “espiritualidade feminina”. Ele começou quando tinha aulas sobre o assunto com Bia Nathus Dea, mas que infelizmente foram interrompidas depois de um mês. Lá também tem coisas sobre menstruação e magia lunar.

O diário menstrual que a Luciana Galli fez para mim abriga meus escritos em épocas de lua. Um outro, que ganhei na reconsagração do ventre, aguarda para começar a ser escrito assim que o que a Lu fez acabar.

Também há os diários, em que anoto sobre os passeios com a família, os problemas, os anseios...

Outro dia fui procurar um caderno para fazer meu art journal (que eu considero mais um BOS). Achei um (ou ele me achou) com capa preta e, em letras garrafais, escrito “Be Yourself”. Nada mais apropriado!

Ah, e o BOS “oficial” é um caderno lindo que a Teresa Modro fez (e cuja capa eu fotografei). Nele eu só coloco feitiços, como se fosse um “livro de receitas”. Tudo nele é anotado à mão, ao contrário dos meus outros BOS, que têm neles minha letra e bastante papel colado. Sempre penso que, no futuro, quando eu morrer, esse livro será do meu filho. Por isso capricho na seleção dos feitiços e na letra. Afinal, é um legado."

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Campanha Livro das Sombras


Depois da palestra sobre Livro das Sombras, eu tenho ouvido umas coisas ótimas.

Então fica aqui aberta a campanha, MOSTRE SEU LdS, BoS, LdM... enfim... seu suporte de registros.

Essa imagem é do meu novo BoS (adoro em inglês, Book of Shadows). Comprei numa papelaria perto do trabalho. Ele tem 100 folhas e suas páginas são de papel canson, que não marcam quando uso canetinha ou caneta de gel.

Eu tive um de 200 folhas, um livro ata. Ficou comigo por 6 anos... de 2002 a 2008. Agora, estou com este. A diferença é que esse não tem pauta e assim, fica melhor pra desenhar e escrever e colar... e se divertir.

Se vc se interessa em mostrar e contar um pouco do seu LdS, nos mande um mail com uma foto e um pequeno texto sobre ele, que vamos publicando. Meu mail: dichiaroluna@yahoo.com e o da Inês bruxaraven@hotmail.com

domingo, 6 de julho de 2008

Palestra sobre Livro das Sombras

Ou porque é importante registrar.

Na Tarde de Instrumentos Mágickos do Espaço Viver Alternativo, conversei por 50 minutos sobre o Livro das Sombras.

Na verdade, nem importa muito o nome que esse suporte tenha. Suporte porque é nesse local que pode ser colocado o que fazemos, os nossos registros. E em termos de suporte, podemos estar falando de livro ata, cadernos dos mais variados, folhas digitadas coletadas juntas, fichários, desenhos. O suporte é apenas um meio... entre nossas experiências e a posteridade... é o nosso mapa que marca nossos passos... uma areia que mostra por onde caminhamos e o que vimos.

O começo da conversa foi sobre língua. Língua materna e o processo que passamos para nos alfabetizar e como isso pode ser maravilhador ou traumático, pois o que se dá em nossas mentes pode começar quando temos 5 anos e terminar plenamente aos 8... mas isso é mt relativo, quer dizer, vai da facilidade e muito, muito mesmo, da prática. Aprender a ler e a escrever é uma questão séria de prática.

E ai vem o lance de ler e de escrever. E que privilégio é esse, uma vez que há 100 anos nem todos liam e escreviam e pouco tinham de acesso às informações que temos. Informática, Antropologia, História, Espiritualidade... quantas coisas que o fim do século 20 nos garantiu e que nós, muitas vezes, temos como dado, apenas como mais uma parte da nossa realidade.

Assim, os livros da sombra, os registros mágickos não são tão comuns em termos das práticas de nossos ancestrais quanto gostaríamos, e por quê? Porque não sabiam como ler e escrever, ou onde. E assim, muitas coisas foram repetidas tantas e tantas vezes para poderem ser decoradas e guardadas, na mente...

E no fim das contas, por que tudo isso é importante? Bem, porque marcam o caminho que fazemos. E sempre que olhamos para esse caminho, para essas marcas podemos fazer reflexões, pensar sobre o que pensávamos e o que fazíamos e porque ainda fazemos e porque não fazemos mais.

É avaliação. É construção de novos conhecimentos. É autoconhecimento... somos nós, ali, colocados em letras, em frases... algumas vezes em desenhos.

Eu penso que não tanto pela linguagem, e sim pela língua. Pelo domínio daquilo que queremos expressar, nem que não seja totalmente racionalizado, mas que fique por ali, nos lembrando do que aconteceu.

E no fim, uma discussão subiu e acho que vale colocar. Quão importante é o como se escreve?

Algumas pessoas colocaram que acham muito importante que haja necessariamente a interação entre papel e caneta, e que o escrever a mão é que deixa impresso no suporte o sentimento do que se passa.

Outros, que a escrita vale sendo diretamente no suporte, ou seja no virtual... Ter um livro com seus registros digitados... e se necessário, imprimi-los.

Eu não sou uma pessoa purista... não acho que uma coisa tem de ser exatamente de um só jeito... algumas sim, pq simplesmente são assim que são, tipo Gravidade ou Digestão, mas nesse caso, bem, o processo mental é o mesmo. Você precisa organizar um pensamento e depois fazer duas coisas... aplicar-se a um desenho feito pela sua mão ou fazer sua mão buscar um desenho que tem o mesmo significado num teclado. É o que os que escrevem em Braille fazem...

Eu não acho que tem de ser um jeito ou do outro... mas acho que é importante haver o compromisso consigo de fazer e de se lembrar do que foi para melhor planejar o que vai ser .