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sexta-feira, 19 de março de 2010

Dia de Leitura 2

Mais uma leitura, para vocês se divertirem no fim de semana.


Dessa vez é um artigo da historiadora Maria Regina Cândido chamado "A Magia na Grécia Antiga". Foi originalmente publicado na revista Leituras da História. O arquivo em PDF pode ser lido clicando aqui.

Um trecho de amostra grátis:

"(...) Mesmo com todo esforço civilizatório, a Pólis não poderia interferir em todos os campos da vida
do cidadão. Em conflitos amorosos, por exemplo, o Estado se vê de mãos atadas, pois não
pode punir ninguém sem uma acusação formal. A situação das mulheres é emblemática já que a feitiçaria muitas vezes era um dos únicos meios de se fazer temida e até respeitada. Ou seja:
a magia era a tentativa dos desvalidos (mas não só) de fazerem valer sua vontade por meios
subreptícios. (...)"

sábado, 13 de março de 2010

Um lindo texto sobre alimento

Leio sempre o blog Fio da Meada, escrito pela publicitária Silmara Franco. Ela escreve de um jeito muito gostoso e sempre tem ótimos textos. Colocando em dia a leitura dos feeds do blog, descobri um post lindo. Me identifiquei profundamente com as palavras dela e não poderia deixar de colocá-lo aqui.

Fala, por meio de uma crônica, da necessidade feminina de alimentar e de como isso pode ser um tanto opressor. Como falávamos de Deméter há uns posts atrás aqui no Stregheria Pratica, achei que combinava muito com o contexto todo.

Um trecho para vocês:

(...) O orgulho foi se dissolvendo aos poucos, deixando em seu lugar a dúvida. Impossível separar feminino e alimento, concluiu. Quem é que amamenta? A divindade que toma conta da agricultura é uma deusa, e não um deus. Ceres para os romanos, Deméter para os gregos, é mulher. Não é homem. Ela simboliza o materno, o nutritivo. A palavra cereal vem daí. Pegou o celular, Mas ele é tão distraído… Então é problema dele – pareceu ter ouvido a Clarisse, já brava, dizer. Guardou o aparelho novamente na bolsa. E sua mão ficou lá dentro, como que anexada a ele. (...)

Para ler na íntegra, clique aqui.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Uma questão de imagem

Eu sou uma fã de seriados. Alguns seriados me cativam mais que outros. Sou mais do tipo CSI do que Melrose Place. Sou uma completa fã de Supernatural. E por influência da minha mãe e do meu marido, dois outros viciados em séries, estou nos últimos três dias assistindo O Mentalista como uma doida.
Estou no décimo segundo episódio da primeira temporada. Isso significa que gastei ai umas 10 horas dos meus últimos dias de férias com o seriado já, *risadas*; e está me dando uma perspectiva bem interessante da coisa.
Então vem a pergunta: e o que diabos isso tem a ver com bruxaria?

(se houver por aqui quem não queira saber sobre o episódio 12 da 1ª temporada, eu aviso que este artigo vai conter spoilers. e nesse caso, deixe um comentário e eu te passo uma versão resumida da minha linha de raciocínio)

O pano de fundo do décimo segundo episódio, Red Rum, é esse. A primeira vista é que o assassinato tenha sido feito em um ritual de magia negra, e então eles acabam chegando até a única wiccana da cidade como suspeita. O fato é que, assim como quase todos os assassinatos por "magia negra" que acontecem no mundo real, o assassino não em nada a ver com magia ou bruxaria e faz isso para distrair a polícia e sair ileso (ou se for acusado, por a culpa no capeta e se safar como maluco). Quer dizer, por um lado, eles mostram que bruxaria é algo que não é ruim para os adolescentes (na verdade tinhamos um adolescente espancado que buscava na wicca conforto e segurança), e dois dos policiais da equipe acreditam totalmente no assunto (no caso de um deles, ele tem pavor de bruxaria, e no caso de outra personagem, ela é uma mulher de fé, mesmo diante do ateísmo e ceticismo absurdo do mentalista).

Não parece tão ruim, ahn? Pelo contrário - nós temos, ainda que seja engraçado esse ângulo do medo de um, ou ainda que mentalista seja forma geral um seriado muito cético (o personagem principal é um ex falso vidente), a wicca é vista como algo "não prejudicial".

Preconceitos? A equipe é muito realista - policiais tendem a rotular tudo que fuja do padrão como potencialmente perigoso, e isso vai de grupos ambientalistas a bruxos (e a cada episódio eles se vêem tendo que enfrenhtar esses preconceitos, porque os ambientalistas sempre são suspeitos e nunca são culpados, rs). E aí é que vem a parte que realmente me incomoda.

A bruxa em questão era uma freak. Sabe, aquilo que a gente costuma chamar jocosamente de pink wicca e que opessoal gringo chama de fluffybunny? Roupas estranhas, colares espalhafatosos, olhar de drogada e um tantinho fanática. Com um passado de problemas psiquiátricos leves, e uma vida bem ruim antes de entrar na religião.

Que existe preconceito contra tudo que é diferente, é um fato. E religiosidade diferente da usual já tende a ser encarada com preconceito. Então eu fiquei pensando - o que será que a própria comunidade neopagã não faz que acaba piorando uma imagem distorcida? Não dá para negar que a gente com certeza conhece pessoas como a bruxinha do seriado.

Não estou justificando o preconceito. No meu mundo ideal, isso não existe e todos são aceitos como são. Mas não estamos em Star Trek. E assim como existem atitudes que fazem uma mulher andando sozinha ser encarada como um alvo fácil por um agressor, existem atitudes que tornam as pessoas um alvo fácil para o preconceito.
 

Acho que vale a pena pensar - como a gente se apresenta para o mundo? Será que nossa atitude não reforça preconceitos?

Será que não existem posturas que fazem neopagãos e bruxos em geral parecer com os neopentecostais fanáticos, que assim como os pagãos pink queimam o filme de tantos neopentecostais que são pessoas bacanas?
.
Não acho que vc precise se vestir como uma freira ou padre. Só agir com naturalidade. Ser você mesmo e não um personagem criado para chamar atenção ou desviar as pessoas de quem você é. Personagens são legais, fazem nos sentir seguros - eu sei, eu jogo RPG a catorze anos. Mas personagens tem seu lugar - na mesa de RPG ou outros jogos de interpretação. Quando contamos histórias. No teatro. Mesmo em alguns rituais, dentro de um contexto, se interpreta um papel. .

Mas o personagem é importante porque podemos tirar a máscara e guardar. E sermos nós mesmos.

Uma vez, conversando com a Pietra, ela falou sobre como quando ia dar uma palestra ela tomava o cuidado de usar roupas normais. E isso me colocou para pensar. Com essa atitude, ela ajuda a mostrar que bruxaria é algo normal, não para aparecer na TV em época de dia das bruxas com áudio de filme de terror da década de 50. 

Então, fica a reflexão. Como você se mostra para o mundo? Suas atitudes reforçam preconceitos ou ajudam as pessoas a verem que todos somos pessoas completas, com uma vida normal? Você está sendo você mesmo para o mundo, ou está preso dentro de um personagem que cedo ou tarde pode sufocar você?

E isso vale, sim, principalmente, para um contexto religioso, mas também para várias outras coisas. Precisamos pensar como relações públicas as vezes. E principalmente - temos que viver nossa vida para nós mesmos, e não agindo como as pessoas esperam que a gente aja.











como você quer ser vista? 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Links sobre stregheria

Como vocês devem ter visto, estamos fazendo umas alterações aqui no blog. Uma delas é tirar links que estavam sobrecarregando nosso layout. Então aqueles links do "Mais stregheria" já eram.

Mas como eu sou virginiana prevenida, salvei todos eles no meu Delicious!

Aqui está, para quem quiser: http://delicious.com/InesRaven/stregheria

Se eu for encontrando coisas legais, vou continuar indexando lá.

Para quem não conhece, é um site para compartilhar links. É muito legal!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Música ritual

Eu faço parte de um pequeno grupo que se encontra para celebrar os deuses. Dentro desse grupo, tenho algumas funções e, uma das minhas preferidas, é montar as listas de músicas que usaremos nos rituais. Tenho feito esse trabalho há cerca de seis meses, e é bem divertido.

Uns dias antes do rito, quando já decidimos quais deuses serão homenageados, eu peço para as pessoas me mandarem sugestões, pego mais algumas coisas aqui e ali (o que não é difícil quando seu computador tem 15gb de arquivos de áudio), e monto uma ou várias listas.

A única coisa é que você precisa pensar bem para fazer isso. As músicas tem que ter há ver com os deuses. De algum jeito, ela tem que transmitir o que aquela divindade é. Achar uma música assim depende de três pontos: estudar, ouvir e pensar.

Com isso descobri bandas interessantes e músicas diferentes daquela coisa new age chata. Deixo algumas sugestões para quem quiser se inspirar e testar:

- Hermes: "Minor Swing" e "Django's Tiger", de Django Reinhart. Aliás, todas as músicas desse artista.

- Apollo: "Canção da Alegria", de Beethoven; "Cymbeline", Lorenna McKennit;

- Ares: "To Victory", Tyler Bates (trilha sonora do filme "300"); "Of Wolf and Men", Metallica (de preferência a versão do álbum S&M).

- Zeus: "Calling the Twelve Gods", do Daemonia Nymphe.

- Ártemis: "Hunter", da Bjork.

- Dionísio: "Dithyrambos", Melpomene; "White Rabbit", Jefferson Airplane;

Mais alguma sugestão?

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Coleção Deuses, História Viva

Voltou às bancas.

Vale muito a pena.

O primeiro número é sobre Zeus. E o de Apollo eu tb já vi na banca. Esperem por Afrodite, Dionísio, Athena e Poseidon. =)

Fica a dica de leitura!

sábado, 27 de junho de 2009

dica oracular...


Quando o inverno chega, eu me arrisco mais nas coisas. Parece que é meu tempo de olhar mais afiado. E é quando eu tomo coragem e trabalho com práticas oraculares (e acho que a coisa mais curiosa sobre ser mais ou menos de maneira pública uma "bruxa" é que as pessoas te procuram buscando por isso com frequência). E o oráculo disse uma coisa para alguém que me deixou pensativa. Ele disse "vá combater sua barreira linguística - aprenda outra língua seja qual for."

E faz sentido. O português é uma língua jovem historicamente. E embora tenha um número enorme de falantes, quando se começa a pesquisar na internet sobre assuntos ligados a prática mágica e religião, se percebe que, neste mundo virtual (e algumas vezes no mundo físico também), as informações não chegam em português.

Eu conto com um italiano bem ruim, mas que dá para ler com a eventual ajuda de um dicionário, embora pragueje com sinceridade compreensível, e um inglês meia boca, que lê com perfeição mas escreve feito o Tarzan. E eu percebo o quanto minha percepção de mundo mudou graças a isso. Pude conhecer a stregheria pelo ponto de vista das pessoas nas suas práticas, lendo seus blogs. Consigo ler sites como o Rue's Kitchen. E livros e artigos científicos.

Meu mundo fica mais amplo quanto mais exercito a linguagem.

O mundo está mais próximo. Anos atrás, era preciso a longa espera do correio internacional para conversar com alguém na Europa ou na América do Norte. Agora, fazemos isso em tempo real. A informação se multiplica quando conseguimos entender suas chaves. É uma bobagem - mas quando identifiquei os kanjis que identificavam "download", consegui os paper models mais bonitos do mundo -arte em papel é especialidade no Japão.

A internet deixa as outras línguas muito, muito próximas de nós. E Mercúrio se alegra, morre de rir, eu diria, com essa facilidade. E eu recomendo a todos o que o oráculo disse - aprenda novas línguas.

Todas as que puder. O mesmo inglês que me serve para aprender sobre helenismo e stregheria, me diverte quando descubro que consigo ler romances de Star Wars em inglês (que nunca serão traduzidos). Meu mal italiano me ajuda a entender as anotações hieroglíficas nas costas das fotos de família, na reconstrução do meu passado.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Livro - Italian Benedicaria

Estou escrevendo sobre velas, na linha de um antigo texto que fiz para o Tribos de Gaia. Para isso, voltei a pesquisar os trabalhos de Vitto Quattrochi, um italiano radicado nos EUA que fala sobre as tradições de magia cristã na Sicília, chamada de Benedicaria.

Quando comecei a pesquisar essa vertente - há três anos, acho - havia material só em sites norte-americanos. Quattrochi tem um livro chamado "Italian Benedicaria - Magical Catholicism", mas era impossível comprá-lo por aqui.

Agora, graças ao Google, dá para ter acesso acesso ao conteúdo da obra. Não inteira, mas mesmo assim vale a pena. Para ler, é só clicar aqui e ir até o Google Books. Como é a versão original, o livro está em inglês.

Agora vou voltar para a minha pesquisa...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Dica para hoje e outras quartas-feiras

Para Ler a Ilíada de Homero
Com Luiz Alberto Machado Cabral
Dias 13, 20, 27 de maio e 03, 10, e 17 de junho. Das 19h00 às 21h30

Para compreendermos porque esse mundo humano plasmado por Homero exerceu incalculável influência sobre o ulterior desenvolvimento espiritual de todo o Ocidente, precisamos entender o contexto em que eles foram escritos e familiarizarmo-nos com os procedimentos deste gênero de poesia. Para Ler a Ilíada de Homero é uma espécie de guia destinado a estimular a leitura do poema.

Na Casa das Rosas, SP
http://www.casadasrosas-sp.org.br/

quinta-feira, 19 de março de 2009

Chegando no Paraguai!!


Conheci o pessoal da APAWICCA, Associação Paraguaia de Wicca, e com eles aprendi um pouco sobre como o NeoPaganismo anda pela América Latina. Gostei muito. Eles são como a gente, buscando, crescendo e querendo conhecer.

Então no meio desse processo, cedi uma entrevista sobre Bruxaria Italiana e como podemos olhar as diferenças e semelhanças entre Wicca e Stregheria e Stregoneria.

Foi uma experiência muito interessante!

Para conferir, em espanhol, vá ao blog Brujos Urbanos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Deuses americanos

"Um dia estão banhando em sangue todo o exército do império em sua honra e no dia seguinte nem lembram do seu aniversário".

A frase acima, dita pelo sr. Wednesday (Quarta-feira, em tradução livre) é uma das minhas citações preferidas de "American Gods" (Deuses Americanos), do Neil Gaiman. Ele se refere a Mithra, enquanto explica para Shadow, o protagonista da história, o que o Natal significa. E ainda diz que Jesus Cristo é um garoto esperto porque conseguiu um monte de seguidores bem rápido, para a idade deles.

Wednesday - assim como Easter, Ibis, Mama-ji, Jacquel e Bast - é um deus. Todos eles vivem nos Estados Unidos, porque em algum momento de sua existência, alguns de seus fiéis e cultuadores foram parar ali. Alguns na época do colonialismo, outros muitos séculos antes.

O problema é que, hoje, ninguém mais se lembra deles. Não há mais cultuadores dessas divindades. Nem entre os pagãos, que optaram pelo culto a um princípio feminino inominável. Segundo Wednesday, os novos deuses da América são a televisão, os seguros e outras coisas que vieram com o mundo moderno e tomaram o seu lugar. O altar doméstico, para ele, é a tv da sala. E o culto é o programa noturno em que toda a família pára para assistir - aqui seria o Big Brother, ou a Novela das 8. Nem Jesus Cristo compete com eles.

Uma amiga me disse que todo o Neopagão devia ler "American Gods". Eu concordo. Acho que faz com que a gente pense um pouco na nossa relação com os deuses, nas nossas crenças e na nossa ancestralidade. Como é uma obra escrita por alguém que não é pagão - pelo menos não que eu saiba -, não temos parcialiadade e romantismo. Temos uma boa história, com boas referências, com boa pesquisa e uns pontos interessantes para se pensar.

Quem quiser ler, pode encontrar na Livraria Cultura a edição em inglês por R$ 35. Há algumas edições em português no site Estante Virtual, mas o preço é mais salgado.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Vida Pagã, podcast

Mais um podcast pagão para conhecermos.
A bruxa Jackie Ayre s produz o podcast Vida Pagã para conversar e discutir questões de nossos pensamentos e práticas.

O primeiro episódio, "Várias faces, um só deus..." fala sobre diferentes correntes pagãs de pensar as deidades.

Como a gente do Stregheria Prática, Jackie coloca que não acha que os deuses são faces de uma deidade maior. Acreditamos na diversidade dos deuses... somos politeístas... mas nem todo mundo é assim.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Vida além dos blogs

Aprendi uma coisa nos últimos meses: existe muita vida na internet além do bom e velho blog. É só dar uma olhadinha na programação da Campus Party, que está rolando esta semana aqui em São Paulo, para comprovar isso.

Um dos lugares onde a vida continua é o Twitter. Na verdade, ele faz com que você escreva microblogs, pequenos posts de 140 caracteres, contando o que está fazendo. É em inglês e bomba entre os norte-americanos, mas tem muito brasileiro usando - 5% dos usuários são daqui. Resolvi listar alguns twitters legais, para quem quiser acompanhar.

Que fique claro uma coisa: ninguém vai aprender Bruxaria em Dez Lições pelo twitter, mas é um bom jeito de saber da vida dos outros, conhecer gente, fazer amigos e contatos legais. Além de ser super divertido e móvel, porque pode ser facilmanete usado em um celular com acesso à internet - nem precisa ter iPhone, o meu Sony dá conta do recado!

Minhas dicas são:

Gaian Tarot: http://twitter.com/gaiantarot
Esse deck é lindo e a sua autora tem uma cara super simpática. Esse é o twitter dela, que não fala só de tarot, mas também da vida e do dia-a-dia de uma autora.

A. Venefica: https://twitter.com/Avenefica
O blog sobre símbolos que ela faz está linkado aqui do lado. Então vai também o twitter, para sabermos mais sobre gente que admiramos.

Tarosofando: https://twitter.com/Tarosofando
Sobre tarot, em português. Super difícil de achar coisa boa assim!

Para fechar, não podia faltar o calhau: meu twitter (http://twitter.com/inesbarreto) e o da Pietra (http://twitter.com/dichiaroluna), que usamos para postar bogagens e diversidades ao longo do dia.

Conhece mais algum? Fez o seu perfil? Conte para a gente!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Bruxa indo para a cozinha

Se tivesse que escolher um personagem no qual eu quisesse me tornar, escolheria Vianne Rocher, a protagonista dos livros "Chocolate" e "Sapatinhos Vermelhos", da inglesa Joanne Harris.

Mas não é fácil ser Vianne. Ela é uma exímia cozinheira e consegue gerir chocolateries de sonho. Eu, no auge dos meus 22 anos, faço um brownie que sempre fica duro e só sei cozinhar arroz hiperbolizado.

Mas se Vesta e Ceres permitirem, isso será diferente. Porque Vianne, e tudo o que eu já aprendi com as mulheres da minha família, além da proximidade que eu tenho alimentado com meus vasos de temperos, me tem feito pensar muito na cozinha - e, principalmente, ir até ela.
Por isso eu não resisti à tentação de comprar "A Cozinha Mágia de Márcia Frazão", quando vi o livro numa promoção no supermercado da minha cidade. Paguei super barato. Mas como eu gosto muito do que os norte-americanos chamam de kitchen witchery (bruxaria de cozinha), não me arrependi do impulso.

Além de trazer o de praxe (propriedades das ervas, receitas, usos mágicos), Márcia conta como foi descobrindo seu gosto pela cozinha. Nos fala das mulheres que a ensinaram e que passaram por sua vida e por suas receitas. E isso me faz lembrar das coisas que as minhas próprias mulheres ensinaram, como o jeito certo de mexer a comida na panela, os truques para o bolo crescer e as receitas de bolinhos de carne.

Para quem gosta da arte de cozinhar, e acha que bruxaria é algo que a gente faz com panela, colher pau e liquidificador, fica aqui a minha dica.

Como aspirante à Vianne Rocher, não consigo mais ver bruxaria em rituais elaborados e formalidades do tipo. Eu prefiro deixar a bruxa trabalhar fazendo bolo de cenoura e chá de hortelã.

Aqui, um capítulo do livro, para degustação.

Para quem gostou, ou quer saber mais, acesse o blog da Márcia Frazão: O Fantasma de Chet Baker.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Melhores momentos da Lista - Ervas

Continuando a série que a Pietra começou, dos melhores momentos da nossa lista do Yahoo, coloco aqui uma mensagem muito legal enviada pela nossa querida Trio Cesarini, sobre a regência astrológica certa para tratar alguns tipos de planta.

Ela retirou de um exemplar da revista Cláudia.

"Quando a lua está em:

Peixes, Câncer e Escorpião: estimula a atividade da planta na área das folhas. É um período propício ao plantio de várias espécies de folhagens, como samambaias, avencas, esplênio, chifre-de-veado, renda-portuguesa, antúrio, cheflera, dracena. Nas hortas, alface, couve, espinafre e agrião.

Carneiro, Leão e Sagitário: beneficia o desenvolvimento dos frutos e das sementes, favorecendo, no jardim, as flores propagadas por sementes. É uma época adequada para flores como prímula, crisântemo, cinerária, gerânio, jasmim-rosado, camélia. No plantio em hortas, é ideal para tomate, abobrinha, pepino, morango.

Touro, Virgem e Capricórnio: favorece o desenvolvimento das raízes, tubérculos, bulbos e.caules subterrâneos. Para florir no seu jardim às espécies são lírios, jacintos, angélicas, gloxínias, ciclâmico (tubérculos); agapanto, copo-de-leite, cana-índica (rizomas). Na horta: cebola (bulbo), batata, batata-doce, mandioquinha (tubérculo), cenoura, mandioca (raiz).

Gêmeos, Balança e Aquário: propicia o florescimento de seu jardim como nunca, pois é tempo de floração. Isto vale também para as flores que perfumam e as plantas odoríferas. No jardim, rosa, jasmim, jasmim-de-cera, gardênia, gerânio-perfumado, cacho-de-estrelas, dama da noite .Na horta, hortelã, tomilho, manjericão, manjerona, orégão, salsa, alecrim, sálvia.
Apesar das diferenças, existe um ponto em comum entre os vários grupos de constelações, cada um deles está relacionado, por tradições milenares, aos quatro elementos primordiais, terra, fogo, ar e água.

Coincidentemente, as três constelações que favorecem as raízes são associadas ao elemento terra; as que são benéficas ao caule e às folhas, ligados à circulação da seiva, pertencem ao elemento água; as constelações que favorecem as flores são relacionadas ao ar ou à luz; e os frutos e sementes ao fogo ou calor."

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Mais História Viva!

Saíram as revistas sobre Marte e Ceres. Fiz duas resenhas sobre elas no meu blog pessoal, o Cerealia. Estão aqui e aqui!
Além dessas duas, já foram publicados especiais sobre Zeus, Baco, Afrodite, Apollo e Atena. A próxima edição será dedicada a Possêidon.

A média de preço das revistas é de R$ 12,90 e podem ser compradas em bancas de jornal e no site da Editora Duetto.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Award!

We were indicated by Diana Luciano Grayfox from the blog Diana's Muse to this award.

So, as a part of the award rules, we have made our indications. Some of the blogs we chose are Brazilian, like ours, but some are from far away, but very true as a part of our affection and admiration.

We thank Diana a lot, it was very honorable to us!

Our selection is:
- 78 Notes do Self: written by Ginny Hunt, whose ideas about tarot are very inspirated - she also carries some episodes of a podcast and take some participation on Tarot Connection podcast.
- Arbor Reality: a blog about trees and how they can be a part of our spirituality. It is very well written and the material is very interesting.
- Gaian Tarot: blog by Joanna Powell, who has been building a wonderful tarot deck called The Gaian Tarot - a must see and Filhote de Lua's favorite!
- Green Womyn: blog by Dani Sales, who writes about herbal magick. This one is Brazilian!
- Iberia Aeterna: kept by our friend Everson, who studies magick and witchcraft based on the Iberic cultures and traditions. In Portuguese.
- Irmandade da Panela de Barro: by our friends from Espírito Santo. They talk about Paganism in a non-fluffy bunny way.
- Tarot Connections: podcast blog about tarot, with amazing episodes talking about everything Tarot (Pietra's must visit!).

To you all, thanks a lot and hope to hear from you!
Inês Raven, Pietra di Chiaro e Sarah Filhote de Lua.

Um prêmio!

Mais um selo para nosso blog!

A Diana, nossa amiga strega do Diana's Muse, indicou o Stregheria Pratica e ganhamos este selo:


Agradecemos muito à Diana por essa indicação! Estamos muito felizes de receber esse tipo de reconhecimento! É maravilhoso ter a oportunidade de dividir e trocar nossas experiências com gente do mundo todo!

Em retribuição, e seguindo a regra da premiação, seguem as nossas sete indicações:

- 78 Notes do Self: escrito pela taróloga Ginny Hunt, que tem uma visão muito legal e real dos arcanos.

- Arbor Reality: um blog sobre árvores e sobre como elas podem fazer parte da nossa espiritualidade. Muito bem cuidado, tem material bem interessante.

- Gaian Tarot: blog da Joanna Powell, que está construindo um deck lindíssimo centrado na espiritualidade da terra.

- Green Womyn: blog sobre herbalismo mágico da Dani Sales, com muito material legal e em português!

- Iberia Aeterna: mantido pelo Everson, bruxo com raízes Ibéricas e que faz um trabalho muito sério e cheio de conhecimento e informação.

- Irmandade da Panela de Barro: alguns amigos do Espírito Santo que falam de paganismo sem frescura.

- Tarot Connections: blog do podcast sobre tarot, com excelentes programas, que tratam dos mais variados aspectos do tarot.

São blogs que nós três lemos, gostamos e recomendamos. Vale a pena visitar!

Um muito obrigada e um beijo,

Inês Raven, Pietra di Chiaro e Sarah Filhote de Lua.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

História Viva - Baco


Mais uma das revistas saiu: Baco.

Comprei e já li uma boa parte. E preciso dizer: recomendo.

Esta edição foi escrita por Luís Krausz, mestre em letras clássicas e jornalista.

A revista explora a vinda de Dioniso, ou Baco, que em grego é vinha, de terras estrangeiras e assim, de cultos muito mais antigos que o dos olimpianos, e como seu culto de selvagem, acaba se tornando uma parte importante do calendário grego.

A loucura... o êxtase... o vinho... a calma... a calamidade... o espírito do Deus e sua possessão. Estar entheos.

Estes e outros assuntos são cobertos. Vale a pena para ir mais a fundo no deus que muita gente só conhece pelo vinho... mas que é muito, muito mais.

Para comprar online, clique aqui.

A próxima edição é sobre Atena.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Dica - especial da História Viva

A revista História Viva lançou três edições especiais sobre mitologia: Zeus, Apolo e Afrodite. Está no prelo o quarto volume, sobre Baco. Estamos na torcida para que a editora lance uma para cada olimpiano. A média de preço de cada uma é R$14,00, e podem ser comprados pelo site da editora Duetto.

Ainda não li a edição sobre Afrodite, mas ficam aqui meus comentários sobre as duas primeiras:



A edição sobre Zeus vai bem até a parte em que Hera entra na jogada. Infelizmente, os editores optaram por deixar a visão de "mulher traída" que a maioria das pessoas tem dela, em vez de dar uma abordagem diferente do mito e mostrar que essa visão cristã e moralista não se aplica em alguns casos. Mas, no resto, a revista é muito boa. Além das lindas imagens, o historiador responsável pelo texto dá uma ótima visão da função de Zeus como o deus que organiza o mundo e comanda a família divina. Traz, também, contextualizações históricas e um resumo dos mitos envolvendo as amantes mais famosas do Pater.


Na versão sobre o Apolo o deslize vem na hora de classificá-lo como "o ciumento deus da música", mas no restante é muito bem feita. Aqui tiveram a ousadia de colocar alguns epítetos, as qualidades do deus que quase ninguém aborda. As imagens não ficam atrás da edição anterior. Um outro ponto forte é a abordagem sobre o mito de nascimento do deus, com várias imagens de sua mãe, Leto, uma deusa quase sempre deixada de lado pela maioria das fontes sobre mitologia.