A região do Veneto é mais conhecida. É onde fica a linda e misteriosa cidade de Veneza... onde os Carnavais mais famosos da Itállia acontecem e onde se respira o Renascentismo.
Quando Elena, a autora do livro, começa a falar da região, sentimos um cheiro que é muito comum no Brasil na época de Semana Santa: o bacalhau, lá chamado baccalá. Nota curiosa em relação ao cheiro é que, em épocas medievais, era proibido trocar a água do bacalhau mais de uma vez por dia dado o cheiro e uma vez que a água era jogada na rua.
Já em Veneza, a coisa é um tanto diferente (ah, vá?) e as vedetes do lugar são outros frutos do mar... como mariscos, siris e alguns peixes. Até as lagostas, que são importadas, aparecem por ali.
Uma outra especialidade do Veneto são as alcachofras. E são produzidas e colhidas de formas diferentes, dando então, pratos muito diferentes... da pequena alcachofra, da primeira floragem, chamada canarini, até as grandes alcachofras da última florada da planta. Elas podem ser feitas fritas ou com molhos diversos.
Sabe quem também nasceu no Veneto? O famoso carpaccio, nomeado em homenagem ao pintor Vittore Carpaccio. A carne crua congelada para ser cortada bem fininha começou a ser feita para uma senhora que precisava curar uma anemia. E com o tempo, ganhou popularidade, diferentes molhos e carpaccio se torna uma forma de fazer, um jeito de preparo, indo além do prato em si.
Do azeite, temos um universo fascinante! E imenso... e raro! A maioria das regiões da Itália produz seu azeite, porém a forma de fabricação e assim, sua qualidade, faz com determinados azeites sejam extremamente raros e caros, como o da Ligúria.
A tradição do azeite veio dos romanos, e com eles, veio dos gregos. O azeite tem muitas propriedades que o fizerem desde a antiguidade um ingrediente desejável nas casas e na culinária, pelas suas propriedade curativas e de longevidade. O azeite faz parte de rituais e consiste em mitos e em culto a diferentes deuses, proeminentemente, Athena.
"Onde então este óleo é cantado em mitos, tão exaltado e celebrado: o ideal, o autêntico, o óleo tão precioso?
Fica no imaginário coletivo. Nas nossas considerações dos produtos típicos das regiões da Itália, celebramos com muita realidade o azeite, que também reina no consciente daqueles que consomem o "néctar das azeitonas": a ideia de um óleo genuíno, doador de vida, uma linfa natural que nutre as pessoas, atrelado à fundação espiritual da vida. O ritual do uso do azeite é muito próximo dos sacramentos religiosos, pois o óleo de unção e o azeite são o mesmo. Na hora do jantar, em todas as mesas na Itália, deixando de lado qualquer que seja o rótulo que a garrafa tenha, há um tanto do óleo cerimonial , uma fonte de imortalidade". (p. 33)
Não dá um monte de ideias para oferendas para nossos ancestrais?
E mais ainda, uma noção de como mantemos ou podemos manter tradições? Stregoneria está na cozinha =)
Esses postings estão cada vez mais saborosos! Para comprar o livro, clique aqui!
Bacci per tutti!
Pietra
terça-feira, 10 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
Why Italians love to talk about food? Lomabardia
Continuando o passeio pela Itália através de sua cozinha, chegamos a minha amada Lombardia! De Mantua, no vale do rio Pó, minha famiglia, ou parte dela, o sobrenome que eu carrego, vem!
Ler o capítulo do livro Why Italians love to talk about food sobre a cozinha lombarda me fez encontrar coisas que: 1- eu amo! 2 - eu vi coisas que minha avó fazia em casa e todos gostavam. Confesso que me emocionei muito.
A capital da Lombardia é Milão e diz-se que lá as pessoas são como os paulistanos - não param e vivem stressados (e digo isso pq trabalho na capital e vejo o ritmo que as coisas se dão). Então, para os lombardos comidas que se possam apreciar com tempo e tradição.
Uma cultura comum na Lombardia é o arroz. E com ele, saem dos deliciosos risotti. Diferentes tipos de arroz, combinações possíveis... Além do arroz, a comida lombarda inclui lentilhas, que são conhecidas pelos dons mágicos de vida e morte; o pão de aveia que é comido no dia de São Jorge (morri) para garantir boas colheitas para a próxima estação; as frutas tradicionais são as maçãs, melões e as peras (de Mantova - morri2); lá também se comem rãs, salmão, truta, repollho em sopa, polenta, osso bucco... os queijos são o Bitto e a Gorgonzola.
E sabe o tal bife a milanesa que gostamos tanto aqui no Brasil? Sim, ele existe! Cotoletta alla milanese é originalmente um corte de vitela passada no ovo e, em seguida, em migalhas de pão. Ok, mudamos um pouco aqui no Brasil, mas eu acho impossível não amar e saber que a coisa toda pode ser uma oferenda aos meus ancestrais!!
Por fim, a comida lombarda é rica e deliciosa... e convido a quem quiser a experimentar uma das coisas que eu via sempre meu avô fazer - e, de cara, eu julgava estranho - e é delicioso: a sopa com vinho. No livro, Elena Kostioukovitch escreve:
"um caldo de vinho (bev'r in vin), inventado na cidade de Mantova, é servido algumas vezes como aperitivo (geralmente, o vinho colocado é o Lambrusco importado da adjacente Emilia Romagna). De acordo com o ritual, esse caldo de vinho era tomado antes do jantar, em frente a lareira." p. 58, tradução livre minha.
Eu estou aqui tomada em pensamentos e emoções de como muitas coisas que eu gosto vem de ancestralidade e como podemos compartilhar, em plano físico e espiritual, essa comida e comunidade absolutamente mágicas!
Pietra, a mantovana
Ler o capítulo do livro Why Italians love to talk about food sobre a cozinha lombarda me fez encontrar coisas que: 1- eu amo! 2 - eu vi coisas que minha avó fazia em casa e todos gostavam. Confesso que me emocionei muito.
A capital da Lombardia é Milão e diz-se que lá as pessoas são como os paulistanos - não param e vivem stressados (e digo isso pq trabalho na capital e vejo o ritmo que as coisas se dão). Então, para os lombardos comidas que se possam apreciar com tempo e tradição.
Uma cultura comum na Lombardia é o arroz. E com ele, saem dos deliciosos risotti. Diferentes tipos de arroz, combinações possíveis... Além do arroz, a comida lombarda inclui lentilhas, que são conhecidas pelos dons mágicos de vida e morte; o pão de aveia que é comido no dia de São Jorge (morri) para garantir boas colheitas para a próxima estação; as frutas tradicionais são as maçãs, melões e as peras (de Mantova - morri2); lá também se comem rãs, salmão, truta, repollho em sopa, polenta, osso bucco... os queijos são o Bitto e a Gorgonzola.
E sabe o tal bife a milanesa que gostamos tanto aqui no Brasil? Sim, ele existe! Cotoletta alla milanese é originalmente um corte de vitela passada no ovo e, em seguida, em migalhas de pão. Ok, mudamos um pouco aqui no Brasil, mas eu acho impossível não amar e saber que a coisa toda pode ser uma oferenda aos meus ancestrais!!
Por fim, a comida lombarda é rica e deliciosa... e convido a quem quiser a experimentar uma das coisas que eu via sempre meu avô fazer - e, de cara, eu julgava estranho - e é delicioso: a sopa com vinho. No livro, Elena Kostioukovitch escreve:
"um caldo de vinho (bev'r in vin), inventado na cidade de Mantova, é servido algumas vezes como aperitivo (geralmente, o vinho colocado é o Lambrusco importado da adjacente Emilia Romagna). De acordo com o ritual, esse caldo de vinho era tomado antes do jantar, em frente a lareira." p. 58, tradução livre minha.
Eu estou aqui tomada em pensamentos e emoções de como muitas coisas que eu gosto vem de ancestralidade e como podemos compartilhar, em plano físico e espiritual, essa comida e comunidade absolutamente mágicas!
Pietra, a mantovana
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Convite! Convenção de Bruxas e Magos
Mais um ano nos reunimos na gostosa vila de Paranapiacaba. E lá, diversas correntes de espiritualidade e de práticas... Terapias, danças, Bruxaria, Tarot, Druidismo, Xamanismo... todos se encontram e comungam do fim-de-semana da sexta-feira 13, de maio! Acredito que essa é o grande espírito da Convenção: congregar.
Nas minhas atividades de Stregoneria e Tarot, vamos ter a palestra Tarot: um instrumento de Bruxaria, para conversarmos sobre como o tarot pode nos ser útil enquanto estamos aconselhando, purificando e curando a nossa comunidade.
Com o tarot, acontecem DOIS encontros do Chá de Tarot, ambos a tarde!
E, além da strega, teremos atividades de Xamanismo com Sthan Xannia, Léo Artese e de Xamanismo e Druidismo com Marcos Reis. Raquel Frota nos falará sobre Chakras; Edu Scarfon fará um ritual a Deméter; Daniel Atalla fala ta,mbém sobre tarot... e muitas coisas mais!
Para ver toda a programação, dê um pulo no site da Casa de Bruxa: http://www.casadebruxa.com.br
Espero ver a todos semana que vem! =)
Pietra
Nas minhas atividades de Stregoneria e Tarot, vamos ter a palestra Tarot: um instrumento de Bruxaria, para conversarmos sobre como o tarot pode nos ser útil enquanto estamos aconselhando, purificando e curando a nossa comunidade.
Com o tarot, acontecem DOIS encontros do Chá de Tarot, ambos a tarde!
E, além da strega, teremos atividades de Xamanismo com Sthan Xannia, Léo Artese e de Xamanismo e Druidismo com Marcos Reis. Raquel Frota nos falará sobre Chakras; Edu Scarfon fará um ritual a Deméter; Daniel Atalla fala ta,mbém sobre tarot... e muitas coisas mais!
Para ver toda a programação, dê um pulo no site da Casa de Bruxa: http://www.casadebruxa.com.br
Espero ver a todos semana que vem! =)
Pietra
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Why Italians love to talk about food? Friuli e a sagra
A primeira região explorada no livro Why Italians love to talk about food é Friuli Venezia Giulia.
O nome da região varia de forum Julii, a região é uma de influências eslavas dada a sua posição geográfica. E, antes da grande fama de Veneza, Aquileia era a grande cidade da região. Ali moraram muitos povos de diferentes locais e etinias até que a Itália se unisse como uma República.
Dada a localização de Aquileia, os pântanos e regiões afins foram as formadoras das tradições culinárias com pratos com rãs, enguias, siris e alguns peixes. Quando Veneza passou a cumprir o papel de grande cidade, os costumes mudaram um tanto e algumas novas tradições passaram a se desenvolver no Friuli. E por conta dos invernos tão rigorosos do local, a carne de porco ganha importância.
A bebida típica do Friuli é a grappa. E com ela, o costume do tajut, a pequena bebida, bebidinha. Quando os trabalhadores se juntam em bares ou restaurantes com mesas na rua para tomarem um tantinho de grappa, conversar e voltar ao trabalho.
Um dos pratos principais do Friuli são a polenta - famosa na época medieval, famosa hoje e agora, sempre servida de um tanto de carne. Na verdade, o milho, o presente do Novo Mundo, é creditado como salvador de muitas vidas, por sua fácil cultura e pelos seus produtos, preponderantemente, a polenta.
Além dela, temos carne de lebre, carne de porco, siri, batatas, nabos, feijões preparados, quase sempre, com óleo, sal e alho. Os queijos são o Tabor e o Montasio. E a sobremesa típica, a Gubana, um bolo enroladinho, recheado com uvas-passas).
A sagra, que deriva da palavra latina sacrum, sagrado, é uma comemoração, uma honra, uma homenagem. Muitas vezes ela toma sim a forma de um culto a um santo, uma festa dedicada a uma deidade, mas o principal delas é a comida servida em cada uma das sagre. Ela vem de festivais da Roma antiga que celebravam a comida e o ato de comer. Com a cristianianização da Itália, as festividades ganharam santos patronos e com o tempo, agora na contemporaneidade, ganharam inclusive um tom de arena política e ideológica.
Algumas sagre curiosas e interessante para nós, streghe, são: dos pêssegos, feita em Canale, Piemonte; do leite, Truccazzano, Lombardia; das olivas, em Povve del Grappa, Veneto; das raízes, em Soncino, Lombardia... entre muitas outras. Vamos comemorar???
Já está com água na boca?
A próxima é sobre o Veneto.
Baci per tutti!
Pietra
O nome da região varia de forum Julii, a região é uma de influências eslavas dada a sua posição geográfica. E, antes da grande fama de Veneza, Aquileia era a grande cidade da região. Ali moraram muitos povos de diferentes locais e etinias até que a Itália se unisse como uma República.
Dada a localização de Aquileia, os pântanos e regiões afins foram as formadoras das tradições culinárias com pratos com rãs, enguias, siris e alguns peixes. Quando Veneza passou a cumprir o papel de grande cidade, os costumes mudaram um tanto e algumas novas tradições passaram a se desenvolver no Friuli. E por conta dos invernos tão rigorosos do local, a carne de porco ganha importância.
A bebida típica do Friuli é a grappa. E com ela, o costume do tajut, a pequena bebida, bebidinha. Quando os trabalhadores se juntam em bares ou restaurantes com mesas na rua para tomarem um tantinho de grappa, conversar e voltar ao trabalho.
Um dos pratos principais do Friuli são a polenta - famosa na época medieval, famosa hoje e agora, sempre servida de um tanto de carne. Na verdade, o milho, o presente do Novo Mundo, é creditado como salvador de muitas vidas, por sua fácil cultura e pelos seus produtos, preponderantemente, a polenta.
Além dela, temos carne de lebre, carne de porco, siri, batatas, nabos, feijões preparados, quase sempre, com óleo, sal e alho. Os queijos são o Tabor e o Montasio. E a sobremesa típica, a Gubana, um bolo enroladinho, recheado com uvas-passas).
A sagra, que deriva da palavra latina sacrum, sagrado, é uma comemoração, uma honra, uma homenagem. Muitas vezes ela toma sim a forma de um culto a um santo, uma festa dedicada a uma deidade, mas o principal delas é a comida servida em cada uma das sagre. Ela vem de festivais da Roma antiga que celebravam a comida e o ato de comer. Com a cristianianização da Itália, as festividades ganharam santos patronos e com o tempo, agora na contemporaneidade, ganharam inclusive um tom de arena política e ideológica.
Algumas sagre curiosas e interessante para nós, streghe, são: dos pêssegos, feita em Canale, Piemonte; do leite, Truccazzano, Lombardia; das olivas, em Povve del Grappa, Veneto; das raízes, em Soncino, Lombardia... entre muitas outras. Vamos comemorar???
Já está com água na boca?
A próxima é sobre o Veneto.
Baci per tutti!
Pietra
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Quer saber?
Estou agora, Eremita, repensando se algumas coisas de nossas espiritualidade e de nossas lanternas devem iluminar o público.
Sim, estou sendo parcial.
Sorry... 3 de espadas põe a gente para pensar.
Pietra
Sim, estou sendo parcial.
Sorry... 3 de espadas põe a gente para pensar.
Pietra
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