segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Alguns pensamentos sobre a IBWB

Oi, pessoas.


Eu estou escrevendo esse pedaço de opinião pq eu me peguei pensando sobre isso, e acredito que é importante externar o que a gente pensa pelo menos, no meu caso, para organizar meus pensamentos. Pq, sinceramente, eu não sei mt bem como pensar sobre isso.


Na Mystic Fair, semana passada, recebi o convite de conhecer e talvez, me filiar à IBWB (Igreja de Bruxaria e Wicca do Brasil). Logo depois, eu recebi um mail de uma amiga que está trabalhando, junto com outros grupos, numa articulação para a representatividade dos grupos druídicos do Brasil, falando sobre isso... e depois, eu vi uma discussão no Facebook sobre isso... e fiquei muito pensando, sabem?


Primeiro de tudo, eu sei que é tudo muito prematuro, no sentido de que a ideia foi lançada a público há duas semanas, mais ou menos, então difícil falar assim de prima. Então, eu fiquei pensando no conceito da coisa, de que é preciso uma assembleia, uma junção oficial de pagãos para serem reconhecidos legalmente pelo Estado, uma vez que existe uma lei que garante isso...

E por fim, fiquei pensando se eu gostaria dessa representatividade e se ela seria necessária...


Minhas conclusões, por enquanto: eu, pessoalmente, não sinto que precisamos de uma instituição para isso... para representar a Wicca, por exemplo, temos a ABRAWICCA que me parece muito bem obrigada... Pensando na Bruxaria Italiana, bem... eu não sei se penso nisso... mesmo pq as coisas acontecem como tem de acontecer, dentro dos espaços e quem precisa, vai ganhando espaço... Eu sei que a Sarah segue por um pensamento parecido... Acreditamos em instuições, claro, ajudamos que pede a nossa cooperação, mas não seríamos cabeça de nada, ou elders de um conselho de Bruxaria Italiana, por exemplo.


Sei lá. Eu não sou uma pessoa de militar por muitas ideias. Mas eu tenho convicções claras sobre vários assuntos. E tenho um sentimento muito leve em relação à espiritualidade e sinto que ela nos permeia em todos os nossos momentos, seja em reunião com outros pagãos, seja na convivência com os outros, no respeito que temos que ter... que vai desde não jogar lixo no chão a respeitar as regras mínimas de convivência de um condomínio, por exemplo. Até apoiar um candidato que efetivamente trabalha por aquilo que vc julga importante - no meu caso, causas animais.


Porém, acho legítimo poder, para quem busca, ter um reconhecimento, uma legitimação mesmo dos poderes públicos...


Talvez seja uma boa ideia e tomara que tome forma e que vá pra frente de forma decente, coesa e transparente. Afinal de contas, pode representar oficialmente, mesmo que não façamos parte, a nossa espiritualidade e para alguns, sua religião.



Para quem quiser conhecer a proposta: http://www.ibwb.com.br/

10 comentários:

Triana. disse...

Olá Pietra.

Bem, quando vi a proposta sobre a IBWB também achei que não seria realmente algo necessário num primeiro momento, mas depois comecei pensar...

Acho que se trata mais de algo concreto e legal (de lei mesmo) do que da crença. As pessoas que seguem as crenças que a IBWB pretente abranger não têm uma proteção legal para possíveis ataques de preconceito (que podem ir desde ofenças verbais até agressão fisica, perturbação de encontros públicos,etc.)e isso nos deixa, de certa forma, sem defesa.

Sabemos que essa idéia de "total tolerância religiosa" que muitos pregam que existe no Brasil não passa de conversa... Então acho que seria um forma interessante de proteger legalmente aqueles que praticam tais crenças.

...acho que é isso. =)

Abraços*

Rachel disse...

Proteção legal até tem, uma vez que a própria Constituição Federal nos assegura isso...porém respeito as normas, ao bem comum, e etc, é ooooutra coisa.
Óbvio que é interessante obter o reconhecimento, apesar de que a liberdade de culto existe, mas tenho minhas dúvidas em relação a esse projeto todo.

Pietra disse...

Acho que como está tudo começando, todo mundo tem um monte de dúvidas... Eu mesma as tenho e de cara não seria uma coisa que eu faria... como não faria uma coisa assim para a Bruxaria Italiana...

Porém, concordo que proteção e reconhecimento são bons e todo mundo gosta...

Penso que todo mundo tem de conhecer a proposta para saber se embarca ou não, afinal de contas não é pq vc é bruxo, wiccano ou afins que vc TEM que achar isso ou aquilo... como eu imagino que os católicos, por exemplo, se filiam às igrejas como acham mais conveniente.

Filhote de Lua disse...

como eu disse pra Pi, acho que é uma proposta válida do ponto de vista legal, não por proteção,pq isso na verdade a Abrawicca está em melhor posição de fazer do que uma igreja, mas pelas questões de que por exemplo, se um pagão estiver hospitalizado e quiser receber uma benção, o hospital não possa proibir.

Não acho que seja a cara da bruxaria italiana, porque somos uma forma de expressar a espiritualidade, mas não necessariamente uma religião nos moldes da wicca, por exemplo. Uma streghe pode ser católica ou pode ser helenista ou pode ser wiccana.

É uma idéia legítima, que pode contar com a gente se precisar, mas não é maneira como a Pi gosta de lidar com a coisa.

E eu já tenho minha igrejinha, rs, que é o Hellenion.

Max Freitas disse...

Eu sou da opinião de ter nossos direitos reservados como cidadãos..com a espiritualidade que escolhermos, seja lá qual for... honestamente não vejo necessidade de uma igreja, mas respeito com certeza.. como direito civil mesmo..wiccanos,umbandistas,streghe, gays, negros, whatever...nisso eu vejo necesidade!!!

Max Freitas disse...

P/s: triste porque a Ines saiu do blog e Pietra você ta linda na sua foto viu??
P/s 2: qualquer erro gramatical não é culpa minha e sim do teclado do pc da minha amiga que eu não sei onde vão as coisas hehehe

Thani disse...

Com a sua licença, comentarei.
Concordo com o que o Max falou: devemos ter nossos direitos reservados como seres humanos (já que, pela constituição, absurdamente só é cidadão quem vota).
É, sim, muito importante que grupos que, de uma forma ou outra, são tratados de maneira diferente, pejorativa por qualquer característica sua que seja deve se "juntar" e se organizar. Ou seja, é muito importante que existam entidades como, por exemplo, a Abrawicca.
Já uma Igreja, na minha concepção, vai muito contra tudo o que compreendo como bruxaria (antigas religiões de povos que ainda não conheciam a sociedade da maneira que conhecemos hoje: em classes). Tenho pra mim que uma Igreja ou qualquer outra instituição hierárquica acaba sendo levada pelos caminhos da corrupção. E, vejam o exemplo da Igreja Católica, que surgiu das ideias revolucionárias (ou não, quem pode realmente saber?) de um hippie (JC) e, quando o tamanho daquela fé foi reconhecido, transformou-se num instrumento de dominação política que tem força até hoje porque é responsável pela dominação ideológica (os homossexuais que o digam, para não tocar em temas mais polêmicos, como a descriminalização [legalização] do aborto).

Antes de mais nada, é bastante importante que se reflita um pouco mais no que isso pode desencadear.

Peço desculpas se falei qualquer bobagem. Realmente, não tenho conhecimento sobre religiões "coletivas", pratico meus rituaizinhos sempre sozinha e até prefiro. E também não conheço muitas igrejas institucionalizadas, exceto as que estão aí, na mídia, sempre aplaudindo atrocidades.

Ps.: para se filiar à Igreja Católica ou às Evengélicas Protestantes, basta nascer. Não há escolha, tu é batizado quando aquilo só significa uma sensação de extremo desconforto duma água gelada na cabecinha do bebê.

Thani disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pietra disse...

Sabe, Thani... a ideia de ter esse posting aqui é exatamente isso... facilitar essa reflexão. Eu sei o que eu faria ou não... Mas acredito que, se as pessoas, pelo menos, não experimentarem, não vão saber se rola ou não...

Obrigada por ter comentado!

Pietra disse...

Max, obrigada pela parte que me toca hihihihihihi
Bjos