quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010 - mais um ano vem aí

Mais um ciclo de 365 dias se vai. Eu sei que pode não significar muito, afinal de contas, o calendário gregoriano é meio zoneado. Mas, de fato, tem uma energia de renovação no ar. E isso é um sentimento que se propaga em diferentes momentos do ano (?).

Temos o ano novo astrológico - que é o que mais conta para mim - que acontece com a entrada do Sol no signo de Áries, e traz a energia de um planeta regendo o período. A partir de março de 2010, temos Vênus como nossa regente - ADOOOORO!

Temos o ano novo chinês, que esse ano será dia 14 de fevereiro... ano do Tigre.

Temos a ideia de renovação da Páscoa cristå....

Temos o "ano novo celta", que acontece no festival de Samhain.

Temos nossos aniversários...

Ou seja, datas para comemorar, para renovar energias, para fazer planos.

Que um novo e bom ciclo chegue a todos!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Quando os escoceses trazem a Befana

Nós vemos que esses intercâmbios culturais são tudo de mais lindo!

Befana

Achei uns videos muito legais falando da Befana.

Espero que todos tenham sido bons meninos e boas meninas e ganhem muitos docinhos!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Saturnália


Esse ano festejarei a Saturnália. O festival em honra a Saturno, segundo o calendário dos reconstrucionistas romanos, começou ontem e vai até dia 23 de dezembro.

É a primeira vez que vou fazer isso de maneira séria e organizada. Ok, não tão séria e organizada assim, porque eu estaria fora do espírito da coisa. Essa celebração pressupõe perda de seriedade e inversão na organização dos papéis. Pelo que eu estudei do tema, essa é a base de tudo. Escravos eram servidos pelos seus senhores, as pessoas enchiam a cara, faziam orgias e comiam até explodir. Eu não vou fazer a parte da orgia, porque isso não faz muito o meu estilo, e não tenho um escravo... Mas a parte do beber e comer até morrer eu vou fazer. No fundo, é o que a gente faz todo Natal, né?

Dizem que a Saturnália originou vários costumes do Natal, tipo dar presentes. As pessoas trocavam bonequinhas e velas de cera. Eu estou pensando em fazer algo do tipo para os meus amigos, mas não vou contar aqui senão eles vão ficar sabendo e já era a surpresa. E terá ritual, lógico. Já previ colocar nele uma oferenda para Saturno, enfeitar o lugar com coisinhas natalinas mesmo - tipo guirlanda, imagens de sóis e estrelas, que segundo o site do Nova Roma os romanos usavam nessa data - e comprei uma máscara. E, lógico, vou tomar vinho.

Tem sido interessante essa experiência de cultuar Saturno e preparar a festa dele. É um deus que tem aparecido muito para mim, mas do qual eu tinha medo. Acho que eu fui muito influenciada pela imagem do Cronos grego, que tem todo um preconceito por parte das pessoas. Mas Saturno é diferente. Ele é velho e ranzinza. mas engraçado e desencanado.

E também, no fim das contas, não adianta nada fugir do deus. Só piora as coisas, porque o cara vai aparecer de qualquer jeito, você querendo ou não!

Depois coloco a foto dos presentes de Saturnália que preparei e fala um pouco de como foi o rito. Mas só na semana que vem...

Santa Lúcia


Joanna Powell Colbert, autora do Gaian Tarot, bruxa, nos fala um pouco das comemorações do Dia de Santa Lúcia feita pelo seu grupo.

Elas falam de como se homangeia a chegada da luz, um tema típico dessa época de chegada de inverno no Hemisfério norte. E como essa luz aquece os corações e as casas das pessoas que vão passar semanas banhadas pela neve e pelo frio.

Santa Lúcia pode ser Juno Lucinda, a que traz a luz... senhora do céu.

Também, e ai com uma corruptela no nome, Santa Luzia, a senhora dos olhos, como Juno Lucinda que, carregando uma bandeja de pães, que ganharam, posteriormente, a imagem de olhos, é que traz bênçãos e graças.

" A ênfase nos olhos vem da identificação da mulher siciliana Lucia com a deusa ítala da luz, Lucina ou Lucetia. A Deusa, geralmente mostrada segurando uma lamparina e um prato de bolos, que foram confundidos com olhos. Lucetia também é conhecida como aquela que tem os aspectos da Rainha do Céu romana, Juno. Como Juno Lucina, deusa do parto, ela era tida como a deusa que abre os olhos dos recém-nascidos"

Que possamos abrir os nossos olhos para a luz. Independentemente de ser Verão - cheio de luz e alegria - ou Inverno, como no hemisfério norte. É tempo de aproveitar as graças e as bênçãos da luz que nos invade e, agora, nos oferece repouso, descanço e alegria.

Para ler toda a entrada de blog da Joanna, acesse:
http://gaiantarot.typepad.com/artists_journal/2008/12/more-about-santa-lucia.html


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sombra, de Thalia Took

traduzi do blog da Thalia Took - www.amusedgrace.blogspot.com

Nos últimos anos eu tenho feito muitos trabalhos escuros nessa época do ano. Não no Samhain; não, eu trabalho com vermelhos e laranjas, as cores das folhas que caem, da lua cheia que sobe no pôr do sol. Mas agora, enquanto a espiral segue para Yule e o solstício, e a luz vai diminuindo mais e mais como a objetiva da câmera se fechando, eu quero preto como você não acreditaria.

Nesses últimos anos a prática de acender velas para os feriados de fim de ano tem parecido muito estranhos para mim, errados, e tão, eu não costumo usar essa palavra, blásfemo. Uma pessoa não dá boas vindas à escuridão através do acender de uma vela. Isso parece óbvio para mim, nesses últimos tempos. Talvez eu esteja me tornando velha e cínica e de saco cheio desse espírito natalino com uma alegria forçada. Eu quero me sentar com a escuridão. Isso parece apropriado. Eu não quero me livrar logo dela; isso parece negação, como um medo, como uma ignorância voluntária. É um afastamento preventivo, essa coisa de pular dentro da luz... me parece desrespeitoso, como se fosse ignorar, deixar de lado a realidade da escuridão.

Eu quero me sentar no escuro por um tempo, em quietude. Tempo suficiente, talvez, para que meus olhos se acostumem com isso. Tempo suficiente para que eu possa, talvez, olhar em volta um pouquinho.

Para mim isso tem acontecido, de qualquer forma, e apenas nesses últimos tempos pelo menos. Eu não sei porque minha atitude mudou, mas parece uma coisa tranquila e medida, e não baseada no medo e no desespero ou em depressão de Natal. Talvez eu tenha tido a minha cota de lida com o lado comercial da data, e assim, criar essa forma de negação. Eu não sei.

E nesse ano, eu descobri que quero pintar Styx, a Deusa, Ela do rio negro-azulado, a filha mais velha do Oceano prímevo. Uma deusa negra certamente, mas uma desconfortável; eu nem tenho muita certeza do por quê eu quero fazer um retrato dela. Pois seu nome significa ódio.

Ela é uma figura ambígua ou é, pelo menos, uma feminista radical nela mesma. Ela é uma titânide, uma raça mais antiga que os Deuses, contra os quais, Zeus começou uma guerra pela supremacia. Quando Ele declarou sua guerra, convidou os outros Deuses para ajudá-lo, dizendo a eles que daria status e presentes a quem ficasse a seu lado; e Styx, embora uma titânide, foi a primeira a se juntar a Zeus, indo contra os seus. Por isso, ganhou um rio com o seu nome, um rio sobre o qual os Deuses fazem seus juramentos.

Percebeu? Quando Zeus declarou guerra, o Ódio imediatamente correu para seu lado.

Ela é a própria traidora, esta Styx, embora, claro, descrita em termos gloriosos pelos vencedores que ditaram a história mítica, significando, os Olimpianos, que terminaram dominantes e vitoriosos. Nike, a Vitória, é sua filha, que é, eu suponho, a razão pela qual os olimpianos venceram a guerra, pois quando Styx foi para o lado deles, ela levou sua família com ela. Vitória, filha do Ódio. Algumas vezes fazemos esse reconhecimento, certo?

Mas Styx é uma titânide, e é mencionada por Hesíodo (que trata dos textos mais próximos do começo da história mítica). E a coisa com os Titãs é que eles, geralemente, são pensados como pertencentes de um outro extrato da mitologia, um que talvez fosse parte da mitologia de um povo anterior, que foi assimilado pelos gregos; a guerra mítica entre dois grupos de deuses é uma espécie de representação fossilizada do conflito de dois povos e do jogo de suas tradições. Isso é claramente uma visão simplificada, e verdadeiro apenas em um sentido geral da coisa, mas ainda assim, faz com que eu pense nas raízes de Styx. Quem será que ela foi na verdade?

Eu diria que o seu mito vai ainda mais para traz, como os mitos acontecem quando falamos de atributos dos deuses. Ela sempre foi uma deusa de um rio subterrâneo, e isso é o que ela é em essência. A história de ganhar um rio como recompensa é uma explicação tardia, uma racionalização; o rio sempre foi dela.E também não é comum o fato dela ser uma deusA de um rio, uma vez que a maioria das deidades de rios são masculinas, como uma visita rápida a página de Potami no Theoi.com mostra. Assim, ela é uma rara excessão à regra. E ai, fica a grande dica do quão antiga essa deusa é, ou original, ou até autoctone, nascida daquela terra, uma prova antiga da interação de habitantes locais que não se mudaram, foram apenas adotados. Mas eu não sei.

Ela é, como eu disse, ambígua, e mesmo que seu nome signifique ódio, Styx é tida com patronesse das questões de justiça e verdade. Seu rio é sagrado, e tão poderoso, e Ela sabe disso, que quando os deuses estão mentindo, as suas águas podem envenenar os deuses, e é por isso que os juramentos feitos sobre o Styx são tão poderosos e fortes. Ou, pelo menos, em termos de justiça e verdade para os Olimpianos e Zeus, pois não sei se considero a justiça Dele, a minha.

Eu passei uma noite, não muito tempo atrás, pesquisando sobre Styx, começando com as páginas do Theoi e procurando por questões mais simples. Encontrei ali que existe mesmo um rio, na Arcádia, na Grécia, que se chama mesmo Styx. Demorou um pouco na minha pesquisa para chegar em seu nome moderno e onde ele fica exatamente, mas depois de algumas horas, eu o encontrei e, pensando no que a internet é, não demorou muito para que eu encontrasse uma foto dele. É um tanto dramático, uma fonte alta perto de um penhasco; as pedras em sua base são ásperas e vermelhas e profundas, molhadas... negras. http://www.panoramio.com/photo/22909743, veja vc.

Se eu a pintar, vou fazê-la com os cabelos negros, e longos, e flúidos como deve ser de uma deusa do rio. Ela será vermelha e negro-azulado, r ficará numa sombra. O norte será uma montanha, do submundo, um tipo de sombra que nunca vê o sol, profunda e ambígua e escura.

Quero dizer, se eu a pintar. Ainda não tenho certeza que o farei.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Preparando o natal

Natal é tradição importante na minha casa. Criada dentro de um cristianismo folclórico e mágico, aprendi a reconhecer a meia noite do dia 24 de dezembro como uma espécie especial de "hora mágica". Onde a fé das pessoas movimenta as coisas e permite que se realizem bençãos e se purifique coisas.

Veio da Itália a tradição dos presépios, e assim foi também em nossa casa. Inclusive, temos guardado um pastor e um camelo do primeiro presépio em terracota que nossos antepassados trouxeram da Itália. O presépio atual, pintado por mim como um presente para meus pais (mesmo eu já sendo pagã há uns bons anos quano o fiz), tem um tom barroco de pintura e é uma cópia de um presépio veneziano.

Tem todas asquelas características de um legítimo presépio popular: espelho que serve de lago, serragem e areia para os tortuosos caminhos que serão seguidos pelos pastores (que chegam à mangedoura na meia noite de 24 de dezembro, quando o menino deus é colocado nela) e os reis magos (que seguem a estrela em papelão pelo fundo estrelado pintado para chegar no dia 6 de janeiro com os presentes) , peças compradas depois (ou herdadas de presépios antigos) que nada tem a ver com a decoração das peças principais. Armar o presépio, independente de religião, é um ato de resistência folclórica. A cada ano, acrescenta-se algo novo, que o amplia, melhora, deixa ainda mais único e mais folk.

E é claro que ele tem sua magia: A oração feita ao montar o presépio para que estejamos juntas no próximo ano repetindo o ato. A ordem cuidadosa com que minha mãe lê a ascendência de seu Cristo. O ato de reunir a todos na meia noite do dia 24 para a cena da chegada do menino deus, colocado em seu lugar pela criança mais nova presente. A movimentação diária das peças, e a chegada trifunfal dos reis magos, com mais presentes, comida e toda a m,ovimentação do Dia de Reis. 

Criei o hábito de deixar esmolas nos presépios. Assim como no presépio de casa de vez em quando alguém deixa umas moedas, cada vez que passo perto de um presépio, deixo lá as moedas que eu tiver. Dá boa sorte. Durante o tempo em que está montado, o presépio é um forte ponto focal de energia. Minha mãe deixa de fazer suas orações diante do oratório (ela mantém um altar cristão muito interessante) para faze-las diante do presépio. Já vi muita reza pelos mais variados motivos acontecendo em frente a presépios - inclusive os públicos.

Esta semana, o presépio está sendo tirado das caixas e erigido novamente. Alémd o presépio grande, existem outros. Um pequeno em porcelana, cada figura com pouco mais de 5 cm sobre um móvel, um feito em vidro soprado, dentro de uma bola de natal transparente do tamanho de uma mão.

E o meu, que deixo "montado" no meu larário, cujas peças em ferro fundido são tão pequenas que o presépio todo fica montado dentro de uma caixinha de anel.

A isso se somam árvores de natal, enfeites de luzes, papais Noéis e Befanas, meias, guirlandas. Na árvore de natal, nossa mais recente tradição é que estamos buscando completar o que uma tradição alemã diz sobre os enfeites que não podem faltar nelas: ao menos uma casa, para proteção, um coelho para esperança, uma xícara para hospitalidade, um pássaro para alegria, uma rosa para afeição, uma fruta para generosidade, um peixe para benção, uma pinha para fartura, um coração para amor verdadeiro, uma flor para bons desejos e um Papai Noel para bondade.

Na minha casa, o Natal não é a festa do Cristo (embora o seja para minha mãe). É a festa dos antepassados e das crianças, onde as histórias do passado se mesclam com a alegria do futuro. É hora de comer, beber e se alegrar (e nada mais pagão do que isso), contando histórias dos que já se foram e festejando com os que chegaram agora. É hora de reunir aqueles que importam e presentear não por convenção social, mas para tornar físico o carinho de todo um ano juntos. Na minha casa, tem folhas de hera na mangedoura, e nenhum deus parece reclamar disso.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Feedback

Olá, pessoas...

Correria de fim de ano que culmina numa doença muito conhecida dos professores: a novembrite.

Então, prometo que, assim que eu conseguir conto um pouco do que foi o encontro em Paranapiacaba e posto algumas ideias que tive sobre estudos, deuses e livros... Ontem eu tive a chance ótima de poder folhear o "Viagens noturnas" do Carlo Ginzburg e fiquei bem animada =)

Espero que todos estejam bem!

Pietra

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ativa e sugestões


Peguei hoje e vale o convite para todo o evento, em especial esses especiais!!

Marcos Reis, estará neste final de semana na Vila inglesa de Paranapiacaba, pertinho de São Paulo.
Será a 6° Convenção de Magos e Bruxas de Paranapiacaba - Organizado pela Casa de Bruxa(Santo André-SP)
Atividades:
  • Vivência de "Tambores pela Paz" - Sábado as 10h40 - Casa Amarela - Abertura da programação.
  • Oficina de "Filtro dos Sonhos" - Domingo as 13h20 - Casa Amarela
  • Show com Banda "Merrow" - Domingo as 15h30 - No coreto
*Na vivência de Tambores e Filtro dos Sonhos trabalharemos com a Força do Vinho de Jurema e Animais de Poder.
Ainda tem mais:
  • Palestra "Bardos Celtas: Música, magia e Harmonia" com Claudio Crow
  • Palestra "Paisagem Sagrada: a Conexão com a Terra no druidismo" com Carina Corr
  • Palestra "Vesta, os lari e o cuidado com a casa", com Pietra di Chiaro Luna

E muito mais, veja a programação completa:

http://www.casadebruxa.com.br/CONVENCAO2009/

domingo, 18 de outubro de 2009

Da volta a ativa 1


Hoje aconteceu a roda de conversa sobre Bruxaria Italiana no PNT - Pagãos no Triannon, em São Paulo.

A proposta era que as pessoas trouxem ideias, dúvidas e experiências para dividirmos em termos de prática e tradições da BI.

Foi um papo muito gostoso, pois assuntos muito legais foram levantados: desde questões conceituais do que é Bruxaria e quais as diferenças de práticas, qual a diferença entre Lare e Lasa e como fazer o trabalho de famiglia com essas divindades, diferença entre daimones e deidades, iniciações e algumas questões sobre Deuses Patronos, com direito de brincar de patrono do Harry Potter, hihihi

A próxima palestra será na Convenção de Bruxas e Magos de Paranapiacaba. Assim, de novo ficam todos convidados para conversarmos, termos ideias e trocar experiências.

Até lá,

Pietra

domingo, 4 de outubro de 2009

Voltando a ativa

Depois de algum tempo, algumas atividades voltam para o mundo dos vivos, hihihi

Assim, em outubro e em novembro, teremos algumas palestras.

PNT - Pagãos no Triannon
Parque do Triannon
dia 18 de outubro, domingo. Das 15 às 16hs.
Vamos fazer uma roda de conversa sobre Bruxaria Italiana, tirando dúvidas, conversando sobre diferentes práticas dessa espiritualidade e dividindo experiências de outros praticantes.
Para mais informações do evento, conheça a lista: http://br.groups.yahoo.com/group/peganotrancosaopaulo/


VI Convenção de Bruxas e Magos de Paranapiacaba
Dias 13, 14 e 15 de novembro
Paranapiacaba, SP.
Palestra: Vesta, os Lari e a harmonia da casa
Dia 14 de novembro, às 11hs
Uma conversa sobre as deidades do lar e como fazer o melhor para manter a nossa casa sempre em seu melhor estado espiritual.
Mais informações sobre o evento: www.casadebruxa.com.br

Espero ver todos nossos amigos e leitores por lá! Será um grande prazer!!

Pietra

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Primavera



Que parece até que tem um cheirinho diferente.

Época de entender melhor o amor... abrir-se com as flores, e, menos a Inês, virar borboletas.

Eu gosto muito de Primavera!!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Música ritual

Eu faço parte de um pequeno grupo que se encontra para celebrar os deuses. Dentro desse grupo, tenho algumas funções e, uma das minhas preferidas, é montar as listas de músicas que usaremos nos rituais. Tenho feito esse trabalho há cerca de seis meses, e é bem divertido.

Uns dias antes do rito, quando já decidimos quais deuses serão homenageados, eu peço para as pessoas me mandarem sugestões, pego mais algumas coisas aqui e ali (o que não é difícil quando seu computador tem 15gb de arquivos de áudio), e monto uma ou várias listas.

A única coisa é que você precisa pensar bem para fazer isso. As músicas tem que ter há ver com os deuses. De algum jeito, ela tem que transmitir o que aquela divindade é. Achar uma música assim depende de três pontos: estudar, ouvir e pensar.

Com isso descobri bandas interessantes e músicas diferentes daquela coisa new age chata. Deixo algumas sugestões para quem quiser se inspirar e testar:

- Hermes: "Minor Swing" e "Django's Tiger", de Django Reinhart. Aliás, todas as músicas desse artista.

- Apollo: "Canção da Alegria", de Beethoven; "Cymbeline", Lorenna McKennit;

- Ares: "To Victory", Tyler Bates (trilha sonora do filme "300"); "Of Wolf and Men", Metallica (de preferência a versão do álbum S&M).

- Zeus: "Calling the Twelve Gods", do Daemonia Nymphe.

- Ártemis: "Hunter", da Bjork.

- Dionísio: "Dithyrambos", Melpomene; "White Rabbit", Jefferson Airplane;

Mais alguma sugestão?

domingo, 23 de agosto de 2009

Folclore

Agosto é o mês do folclore. E eu gosto de relembrar o significado literal da palavra folclore: sabedoria/conhecimento popular.

Muito do que aprendi de folclore na infância tinha influêcia italiana. Tanto pelo lado italiano quanto pelo lado portguês. Minha tataravó (ou foi minha bisavó? que feio, não lembro agora de cabeça, são tantas histórias), portuguesa, foi criada por freiras italianas, e absorveu muitos costumes.

Aqui em casa, aliás, eu só fui conhecer a palavra "bisavô" na adolescência. Sempre foi "nonno" e "nonna". Hoje, quem chama a minha avó de nonna é o meu filho. Além das cantigas infantis em vêneto, cantadas pelo nonno e toscamente repetidas por nós. Engraçado que nós muito pouco aprendemos de vêeto, mas sempre conseguiamos entender o que ele dizia. No fim da vida, meu bisavô foi abandonando o português e voltando para a língua da infância.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Santa Clara


Dia 11 de agosto é dia de Santa Clara.
Ela é mais conhecida como senhora da televisão, pois em seu leito de morte assistiu à missa da Eucarístia sem sair da cama, Clara é a irmã lua. Tb foi fundadora da Ordem das Clarissas, a parte feminina dos seguidores de São Francisco de Assis. Santa Clara é santa de tudo que é alvo, limpo, puro... é senhora de luz e de fé.

Oração para Santa Clara

Santa Clara Clareou
e aqui quando chegar vai clarear.

Santa Clara Clareou
e aqui quando chegar vai clarear.

Os meus caminhos
Os meus caminhos.

Salve Santa Clara
Salve Santa Clara.

PS1: Me dei o direito de "mudar" um pouco a oração... como eu a faço.
PS2: Quem não viu o filme "Irmão Sol, Irmã Lua" está perdendo. É uma lição linda de humildade, fé, iniciação e amor. Lindo... e me atrevo a dizer: muito pagão!

Eu disse uma vez e repito: não importa a casa, divindade é divindade!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Banho de arruda para os males

Ontem foi um dia que eu senti um "distúrbio na Força"... não tive dúvida... banho de arruda.

Não quer dizer que eu estivesse sob qualquer ataque, influência, questão, senão ou afins. Mas, como diz minha avó, o seguro morreu de velho. Então, fui e tomei meu banho.

Aliás, queria fazer uma rápida dividida de conhecimento ou de aprendizagens por aqui...

Nesse inverno, aprendi algumas coisas sobre ervas. Não tanto quanto se deveria saber, mas o suficiente para me deixar feliz e pronta para lidar com algumas coisas. Assim, anotei:

Hortelã, que rola na minha família há anos, me serve para curar... sarar mesmo... Aconchegar quem precisa de colo e de ajuda...

Arruda, para limpar... tudo!

Erva-doce para proteger...

Juntando tudo, temos até um pequeno tratamento. Vale a pena de vez em quando!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Coleção Deuses, História Viva

Voltou às bancas.

Vale muito a pena.

O primeiro número é sobre Zeus. E o de Apollo eu tb já vi na banca. Esperem por Afrodite, Dionísio, Athena e Poseidon. =)

Fica a dica de leitura!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

De oferendas de cabelos


Original aqui.


Tradução minha.


"No Politeísmo Helênico antigo, os homens e as mulheres cortavam seus cabelos para comemorar mudanças na vida. De acordo com Burkert, esses sacrifícios geralmente aconteciam quando membros da família chegavam a vida adulta. Eles 'cortavam seus cabelos para dedicá-lo a alguma deidade, um rio, um herói local ou um deus, alguns mais abastados ainda viajavam a Delfos para fazer tal oferenda' (Greek Religion, 70)


(...)


Tomou algum tempo até eu decidir em homenagem a qual Deus(es) eu cortaria meu cabelo. Apollo fazia mais sentido, uma vez que ofereço a ele um cultus pessoal. Porém, depois de ler o livro de Fritx Graf Apollo, parecia que oferecer cabelo a ele seria mais adequado para os homens. No mundo moderno, isso parece um tanto obsoleto. E, enquanto eu pensava sobre isso, percebi que a mudança na minha vida - a conquista de um diploma - parecia sob os domínio de Athena.


Decidi, então, oferecer meu cabelo à Ártemis e Athena. Ártemis pelo fim da 'infância', e Athena, por ter completado meus estudos. Hoje, fui ao cabelereiro e cortei boa parte do meu cabelo. Ele foi doado para pessoas que fazem perucas para pessoas carentes.



Salvem Ártemis e Athena, as Deusas Virgens."



Pietra pensando agora...


Me lembro de ver e de passar coisas assim... Incrível como o cabelo faz diferença nas nossas vidas. Tem gente que não corta o cabelo nem a pau. Acha que nunca ficaria bem de cabelos curtos. Outras pessoas, trocam de visual sempre, de forma que tem horas, que precisamos de 5 segundos para reconhecer. De qualquer forma, é claro que a pessoa não faria um sacrifício desses - se bem, que nem se dariam conta de que estariam fazendo tal coisa.


Eu vi dois casos interessantes. Um deles, foi minha amiga que se casou. Ela deixou o cabelo crescer por mais de um ano para poder garantir um penteado satisfatório para sua cerimônia. E agora que tudo passou - casamento, festa, lua-de-mel, ela decidiu que vai cortar. Tremenda mudança. Outra, foi uma strega que, para sua Deusa, além de cortar seu cabelo o entregou para a Deusa no mar. Vale mencionar também uma outra amiga que prometeu o cabelo ao Deus do Mar quando conseguisse chegar a Irlanda.


Acho tudo isso muito bonito. Os casos mais clássicos que eu conhecia eram das grávidas que entregavam seus cabelos à Vesta e Diana para que seus filhos fossem saudáveis e tivessem um bom parto.


Faz dois anos que eu venho deixando meu cabelo crescer. Basicamente para Apollo, uma vez que me disseram que Ele gosta de longos cabelos. E tenho gostado muito dos resultados. Para quem ficou 13 anos cortando o cabelo toda vez que ele perdia o corte, é um tremendo sacrifício. Hoje eu me acostumei e gosto muito... e fico pensando, quando eu sacrificaria meus cabelos, agora mais longos, para minhas deidades... talvez depois que eu me casar =)

Meio de inverno


De flores e de fogo.


Pode falar o que quiser, mas a coisa anda meio geladinha ainda e temos alguns bons 40 dias até a primavera. E nada melhor no meio do inverno, melhor ou digno, do que fogo. E celebrar esse fogo. Ele nos mantém quente em casa... Aquece nossos alimentos... Cura nossas feridas para que possamos chegar na Primavera prontas e belas. E foi no fogo de Héstia e com o calor de sua sopinha que passamos uma parte do fim-de-semana. Bom é ter família e contar com ela. Bom é contar histórias. Bom é ter novas coisas pra pensar. É um abraço no coração. É o aquecer das mãos por quem amamos.


O inverno tem o movimento de ficar quietinha... de planejar... E de ficar pensando no que vai brotar da terra em setembro.
Aliás, falando nisso, repararam que o inverno está ficando florido? Acho que tem alguém acenando pra gente =)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Inverno 2

Tenho observado que o inverno esse ano passou de uma outra forma...

Ok, pode ser uma coisa minha... mas, pelo menos aqui em Sampa, muitas árvores estão florindo já...

Acho que sou eu... acho que são as minhas coisas saturnais... Mas eu ando muito mais disposta ao inverno. Ainda não gosto de frio...

Pelo jeito, aprendi alguma coisa =)

sábado, 27 de junho de 2009

dica oracular...


Quando o inverno chega, eu me arrisco mais nas coisas. Parece que é meu tempo de olhar mais afiado. E é quando eu tomo coragem e trabalho com práticas oraculares (e acho que a coisa mais curiosa sobre ser mais ou menos de maneira pública uma "bruxa" é que as pessoas te procuram buscando por isso com frequência). E o oráculo disse uma coisa para alguém que me deixou pensativa. Ele disse "vá combater sua barreira linguística - aprenda outra língua seja qual for."

E faz sentido. O português é uma língua jovem historicamente. E embora tenha um número enorme de falantes, quando se começa a pesquisar na internet sobre assuntos ligados a prática mágica e religião, se percebe que, neste mundo virtual (e algumas vezes no mundo físico também), as informações não chegam em português.

Eu conto com um italiano bem ruim, mas que dá para ler com a eventual ajuda de um dicionário, embora pragueje com sinceridade compreensível, e um inglês meia boca, que lê com perfeição mas escreve feito o Tarzan. E eu percebo o quanto minha percepção de mundo mudou graças a isso. Pude conhecer a stregheria pelo ponto de vista das pessoas nas suas práticas, lendo seus blogs. Consigo ler sites como o Rue's Kitchen. E livros e artigos científicos.

Meu mundo fica mais amplo quanto mais exercito a linguagem.

O mundo está mais próximo. Anos atrás, era preciso a longa espera do correio internacional para conversar com alguém na Europa ou na América do Norte. Agora, fazemos isso em tempo real. A informação se multiplica quando conseguimos entender suas chaves. É uma bobagem - mas quando identifiquei os kanjis que identificavam "download", consegui os paper models mais bonitos do mundo -arte em papel é especialidade no Japão.

A internet deixa as outras línguas muito, muito próximas de nós. E Mercúrio se alegra, morre de rir, eu diria, com essa facilidade. E eu recomendo a todos o que o oráculo disse - aprenda novas línguas.

Todas as que puder. O mesmo inglês que me serve para aprender sobre helenismo e stregheria, me diverte quando descubro que consigo ler romances de Star Wars em inglês (que nunca serão traduzidos). Meu mal italiano me ajuda a entender as anotações hieroglíficas nas costas das fotos de família, na reconstrução do meu passado.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Recesso


Chegou o inverno e a Pietra se recolhe...

A filha da Loba vai para a toquinha, estudar, cuidar da casinha...

Volto logo, renovada, com pelagem mais brilhante =)

Um ótimo solstício a todos nós!!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Impressões pós CWED


Depois de um fim-de-semana agitado por conta da Conferencia de Wicca e Espiritualidade da Deusa, eu resolvi fazer aqui um pequeno saldo das coisas. Mesmo porque, a minha próxima atividade acontece apenas em setembro, pois vou tirar o inverno como um recesso das minhas coisas bruxas mais "públicas".

O que eu gosto de eventos como a CWED é que nesses encontros temos uma chance gigantesca de conhecer gente nova, mas que podem conversar com vc de vários jeitos. Eu dei entrevista para TCC, conheci gente que tem grupos de prática de Bruxaria muito diferentes do meu, gente que tem práticas impressionantemente parecidas com a sua. Em um evento assim, ficamos juntos de pessoas que poderiam ser estrangeiros para nós... a strega helena que se encontra com os druidas e com os praticantes de Bruxaria ibérica... e assim, vamos aprendendo dos outros.

Também revi pessoas que gosto muito... gente que eu admiro... gente que vem de longe... e é tão legal ver que muitos dos nossos conhecidos não são apenas rostinhos no Orkut ou no Multiply.

Ri mt... Cantei... Falei... Li história... Aprendi sobre bardos... Abracei... Tirei fotos...

Foi um evento muito gostoso e recomendo a todos, quando o próximo encontro de bruxaria se der: Vá!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Santa Rita de Cássia


Ok, eu não sou católica. Mas como dizem que os Deuses falam com a gente através de velhinhas na rua, eu não pude deixar isso passar em branco.

Hoje uma senhora me parou e me disse: hoje é dia de Santa Rita. E perguntou se eu era católica. Eu disse que não, mas que agradecia pelo aviso.

Quando eu cheguei na escola, vim ver quem era essa santa e pelo que rezam a ela.
E achei curioso...

Santa Rita é uma santa italiana... ela passou bem apertado com o marido que teve, pois era alcólatra e violento. Mas, resignada a sua vida religiosa, Santa Rita foi ao convento e depois de vários milagres - principalmente de cura - tornou-se santa após a morte.

Ela intercede basicamente por causas impossíveis, mas vi que muitos rezam a ela por conta de problemas de família.


Fiquei com isso na cabeça... Estou num momento que estou buscando algumas coisas minhas, e uma parte disso está voltado às Deusas que vingam os crimes de família...

Pensei que preciso, talvez, cuidar da minha... fazer uma proteção ou mesmo, uma horação a eles todos os dias. É parte do meu trabalho como strega: zelar pelos meus.
Espero que Santa Rita esteja de olho nas coisas que eu preciso resolver que ilumine a minha família em paz e saúde, com a beleza de suas rosas milagrosas...

Não importa a casa... Divindade é divindade...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Atualização do podcast Bruxaria Italiana para Ouvir


Finalmente!! Depois de 2 meses, voltamos ao ar, hehe

Nesse episódio eu falo um pouco sobre como organizar um ritual... desde seu significado até a logística que uma celebração requer. Afinal de contas, um rito pode ser simples, mas nunca pode ser banal.

Para ler o blog e ouvir o episódio, acesse: http://web.mac.com/dichiaroluna

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Livro - Italian Benedicaria

Estou escrevendo sobre velas, na linha de um antigo texto que fiz para o Tribos de Gaia. Para isso, voltei a pesquisar os trabalhos de Vitto Quattrochi, um italiano radicado nos EUA que fala sobre as tradições de magia cristã na Sicília, chamada de Benedicaria.

Quando comecei a pesquisar essa vertente - há três anos, acho - havia material só em sites norte-americanos. Quattrochi tem um livro chamado "Italian Benedicaria - Magical Catholicism", mas era impossível comprá-lo por aqui.

Agora, graças ao Google, dá para ter acesso acesso ao conteúdo da obra. Não inteira, mas mesmo assim vale a pena. Para ler, é só clicar aqui e ir até o Google Books. Como é a versão original, o livro está em inglês.

Agora vou voltar para a minha pesquisa...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Palestra: Elementos: Fogo


No último fim de semana, houve mais uma Tarde Esotérica do Espaço Viver Alternativo. E o tema da tarde foram elementos e seres mágickos.

Na palestra de Bruxaria Italiana, falei um pouco sobre o fogo e seus simbolismos. Dos diversos préstimos e do presente maravilhoso que o fogo é: fisica e espiritualmente.

Tudo começou com a história de como a humanidade, pelo amor de Prometeu ganhou o fogo. E como esse fogo transformou a vida de todas aquelas pessoas. E assim, seguimos em uma reflexão do que faz o fogo ser transformador e como determinados sacrifícios, como o de Prometeu, nos mudam e transmutam.

Em seguida, falamos sobre o fogo de Hefesto, o deus fogo, o deus chama e como o fogo pode ser nosso trabalho, o bater de nossas mãos efetivamente para transformarmos o que precisamos, o que desejamos. Como podemos fazer de matéria bruta, grandes e lindas obras de arte?

Por fim, o fogo de Héstia que aquece nossos lares e corações. E nisso, tudo que eu penso é como, para esquentar nossos lares, precisamos, primeiramente, aquecer as pessoas.

Foi uma tarde muito gostosa... e mês que vem tem mais. A próxima será dia 6 de junho, às 14hs. O tema será "Pensamento Mágicko". Todos mais que convidados!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Dica para hoje e outras quartas-feiras

Para Ler a Ilíada de Homero
Com Luiz Alberto Machado Cabral
Dias 13, 20, 27 de maio e 03, 10, e 17 de junho. Das 19h00 às 21h30

Para compreendermos porque esse mundo humano plasmado por Homero exerceu incalculável influência sobre o ulterior desenvolvimento espiritual de todo o Ocidente, precisamos entender o contexto em que eles foram escritos e familiarizarmo-nos com os procedimentos deste gênero de poesia. Para Ler a Ilíada de Homero é uma espécie de guia destinado a estimular a leitura do poema.

Na Casa das Rosas, SP
http://www.casadasrosas-sp.org.br/

domingo, 12 de abril de 2009

Outras visões de Apollo


Muitos deuses gregos e romanos tem seus correspondentes etruscos. Lendo sobre isso, não consigo chegar à conclusão de que eles realmente tinham mitologias parecidas, ou se é só uma necessidade de comparar todos os mitos ocidentais com os gregos.

Contestações à parte, eu gosto de ver na mitologia comparada outras visões, às vezes mais primitivas, dos deuses gregos. E nessas eu descobri Apullu, ou Aplu, a "versão etrusca" de Apollo.

Pelo que eu consegui descobrir até agora (e estou me odiando por ser obrigada a procurar informações nos livros do Charles Leland), a grande semelhança entre os deuses é a sua relação com a cura. Assim como Apollo, Apullu era chamado para evitar as pragas, curar doenças e tirar o mal olhado.

Entre os epítetos de Apollo, existe "o que afasta o mal". Em um dos livros sobre Etruscos do Leland - que eu não me lembro o nome -, ele cita um pequeno feitiço rimado para Apullu, com esse intento.

A relação mais próxima dos dois são as pragas e seu poder de trazê-las ou afastá-las. Tanto que outro autor diz que Apullu está mais ligado ao Apollo Smintheus do que aos epítetos solares do deus. Além disso, Aplu era relacionado às variações do tempo e ao trovão, que na Grécia é uma atribuição de Zeus.

Além dos atributos de cura e purificação, Aplu também tinha no louro sua erva sagrada. Algumas de suas imagens o retratam com coroas e ramos da erva. Ele também era frequentemente desenhado ao lado de sua irmã, que tem relação com Ártemis. Porém, o parentesco de ambos não se relaciona com uma equivalente a Leto, pelo menos até onde eu consegui ler.

Junto a isso, descobri outras coisas sobre Apollo em si. Que, por exemplo, havia um deus de cura em Creta, cujo o nome era algo similar a Paion, registrado na Linear B. Paion é um dos epítetos relacionados a cura do Apollo grego, mas os arqueólogos não creem que são a mesma divindade. Na opinião da corrente histórica mais proeminente, o culto a Apollo e a Leto veio da região da Turquia e parou em Creta, onde os gregos assimilaram os dois, junto com outras divindades - como Zeus, Posseidon, etc - e levaram para o continente.

Há, ainda, controvérsias sobre o culto de Apollo Délico, na ilha de Delos onde, segundo o mito, Leto teria dado a luz aos gêmeos. Há fortes evidências de um antigo culto a deusa-mãe e à Ártemis, mas o culto a divindade masculina na ilha parece ser discreto e bem posterior. Isso parece ser mais uma evidência de que Apollo é um deus originário de outra região.

Mais uma relação oriental são com os deus solares da Anatólia e da Babilônia. Um desses deuses, coincidentemente chamado de Aplu Enlil, também tem relação com o Sol e com as pragas. Há, ainda, Shamash, outro deus solar.

E assim vamos cavando e vendo de onde pode ter saído o culto de uma das divindades com um dos cultos mais disseminados entre os gregos - e entre os neopagãos também.

A imagem é uma cabeça
de divindade etrusca, do Museu do Prado,
possivelmente Aplu.

sábado, 11 de abril de 2009

Combinações que funcionam


Não tem jeito. Existem algumas combinações que são praticamente orgânicas, de tão bem que ficam juntas.

Pão quente e manteiga.
Bolo quente e café.
Sol e praia.
Gato e patchwork.

E uma outra excelente, são combinações divinas... Ariadne e Dionísio... Zeus e Hera... Afrodite e Ares. E essa talvez seja a minha preferida.

Assim, numa homenagem a Ares feita todo mês, dessa vez, eu o coloquei junto a Afrodite. E senti que foi uma celebração muito mais feliz =)

domingo, 5 de abril de 2009

Palestra da Tarde Esotérica de Abril - Visionários


Visionários. Tá ai uma discussão que foi muito interessante...

Eu coloquei no Twitter - aliás, quem quiser me seguir, clique aqui! - uma pergunta: O que é um visionário? E muitas respostas interessantes chegaram. E acho que a minha favorita foi a que o visionário é como Apollo, o arqueiro que o olha o ponto além do ponto para poder acertá-lo em sua realidade.

E eu penso bem isso mesmo. O visionário é aquele que consegue enxergar uma realidade, numa análise e fazer que isso se manifeste no tempo de hoje. Como sempre ele pode não ser o mais bem interpretado... geralmente, até, incompreendido.

A questão é que o meu visionário foi a profa. dra. Sabina Magliocco. Professora universitária, mulher, amante de gatos, fazedora de testes do Facebook. Uma pessoa que é como eu e vc, mas que tem umas teorias e estudos, que eu não tinha até uns 2 anos atrás e que mudou mt meu jeito de pensar algumas coisas e que me mostrou que o que eu pensava e entendia a respeito de algumas questões da stregoneria por ai não eram mera implicância.

A profa. é wiccana. E doutora em Antropologia. Assim, ela coloca toda nossa perspectiva teórica e de estudo de campo, avalisando o que acreditamos num campo teórico e científico. E eu acho isso bárbaro. Porque sai do campo do achismo para se confirmar em fatos históricos, estudos de campo e mesmo vivências de outros que não nosso grupo seleto.

Assim, eu convido a todos para lerem seu texto Magia Vernacular X Stregheria, que eu traduzi... e visitar o link que está ai do lado, no blog, na parte MAIS SOBRE STREGHERIA, o Stregheria and Vernacular Magic, pois é parte de um fórum, em inglês, no qual a professora interage com os membros do fórum e fala mais sobre tradição e um pouquinho sobre Aradia. Vale a pena.

E a todos que foram à palestra, muito obrigada =)

A imagem é a professora sendo uma pessoa, como eu e vc... Ah, sim, vc pode encontrá-la no Facebook =)

terça-feira, 31 de março de 2009

Galaxia

Coloquei esse texto no meu blog pessoal. É um pouquinho da minha prática e achei que seria interessante dividir por aqui, mesmo não se tratando necessariamente de uma coisa que outras streghe façam.

A Galaxia, o festival de celebração ao nascimento de Zeus, caiu na Lua Nova. O primeiro dia do novo ciclo lunar é quando eu faço meus trabalhos com as deusas ligadas às serpentes, Deméter e Rhea. E como celebrar o nascimento de Zeus sem Rhea?

Aproveitei a data. Fiz as oferendas e uma pequena homenagem a Zeus: sua vela, incenso, mel e artemísia queimada. Há algum tempo não fazia uma oferenda pessoal ao Pater. Costumo trabalhar a sua energia em grupo. Mas esse momento teve um sentimento muito bom de acolhimento, como se Ele tivesse olhando e tivesse curtindo.

Eu também dancei para Zeus. Já havia dançado para Ares e para Apollo, já havia dançado com Deméter, mas nunca para Zeus. Foi uma pequena oferenda, e espero que Ele tenha gostado.

Depois de Zeus, celebrei Rhea com as oferendas tradicionais de leite e incenso. Eu também dancei para Ela. Depois, como eu já estava no clima, fiz o mesmo para os Kouretes. Devo muito a eles, por serem divindades tão ligadas a dois dos deuses que eu mais amo nesse mundo. Usei os utensílios deles que são da Sarah mas que, por uma questão logística, estão na minha casa. Velinha de lamparina num caldeirão, incenso, uma faca e um copo de pinga - que, aliás, é o copinho de vidro trabalhado e base vermelha que eu uso para a bebida de Ares.

Não consegui orar aos Kouretes. Eu conversei com Eles, expliquei porque eu estava ali, diante Deles. Agradeci por tudo que, de certa forma, fizeram por mim. Nesse momento eu olhei para minha imagem de Rhea Cibele, colocada na prateleira um nível acima do chão, e percebi que há um leão de cada lado. Eu procurava leões para representar os Kouretes no meu altar e, de repente, percebi que Eles sempre estiveram ali com Sua Senhora.

Depois eu fui fazer minhas oferendas para Deméter, mas essa é outra história...

domingo, 29 de março de 2009

Novidade no podcast - arquivos em MP3


Esta semana tive uma grata surpresa! Os episódios do podcast Bruxaria Italiana para Ouvir foram, também, convertidos em MP3.

O que isso quer dizer?

Que os arquivos podem ser baixados e ouvidos em qualquer aparelho de áudio, MP3 players. Para acessar, clique aqui!

Assim, deixo aqui o convite para quem quiser acessar e ouvir.
E deixo o meu imenso agradecimento ao Danilo que fez essa gentileza!

Enjoy!!


quinta-feira, 19 de março de 2009

Chegando no Paraguai!!


Conheci o pessoal da APAWICCA, Associação Paraguaia de Wicca, e com eles aprendi um pouco sobre como o NeoPaganismo anda pela América Latina. Gostei muito. Eles são como a gente, buscando, crescendo e querendo conhecer.

Então no meio desse processo, cedi uma entrevista sobre Bruxaria Italiana e como podemos olhar as diferenças e semelhanças entre Wicca e Stregheria e Stregoneria.

Foi uma experiência muito interessante!

Para conferir, em espanhol, vá ao blog Brujos Urbanos.

domingo, 15 de março de 2009

Atualização do podcast Bruxaria Italiana para Ouvir


O podcast Bruxaria Italiana para Ouvir está atualizado.

Esse episódio fala de Familiares, aqueles animais físicos e que nos acompanham em nossos trabalhos mágickos.


E não deixe de ver o blog do podcast com mais algumas dicas e idéias!!

quinta-feira, 12 de março de 2009

De Marte e de Apollo

Ainda falando do Ano Novo Astrológico - que é um momento bem importante para todas nós aqui no blog.

De todos os deuses (no masculino mesmo, porque estou falando de deuses-homens), eu tenho uma relação mais próxima de Marte e de Apolo. Possuo um culto estruturado aos dois, sozinha e em grupo. Eles são os deuses mais presentes na minha vida, junto com Ceres.

Do meu tempo com eles, eu aprendi que há várias diferenças entre os dois.


Marte é mais presente e menos sutil. Portanto, se você deseja cultuá-lo, saiba que ele muitas vezes vai enfiar o pé na sua porta e na sua vida. Ele não gosta de choro nem de lamentações, mas é ele quem te dá força para seguir em frente. Marte também é um deus leal (eu ia colocar fiel, mas Deus é Fiel não ia pegar bem.... hehehe). Mas você tem que fazer a sua parte nesse trato.

Apollo é distante sem ser ausente. É exatamente como a luz do Sol: o astro rei está lá há bilhões de quilômetros, mas a luz dele consegue alcançar a sua pele e te deixar marcas. Ele é mais sutil do que Marte e não se envolve tanto nos problemas humanos. Apollo também é um deus de oráculos, ou seja, conselhos. Enquanto Marte vai de dar um tapa na cara e mandar você engolir o choro, Apollo vai te olhar de cima, ouvir e soltar um tapa na cara em palavras.

Mas ambos também têm semelhanças. Eles exigem disciplina - no culto e na vida. Marte quer a disciplina dos militares. Apollo quer a disciplina que vem da Moderação. Ambos também valorizam promessas e compromissos. E ai de você se quebrá-los...

Em 21 de março, eu vou celebrar esses dois deuses, junto com as outras divindades solares. Eu poderia dizer que vou me despedir de Marte e comemorar a chegada de Apollo, mas não seria verdade. Eu não quero nunca me despedir do Senhor da Guerra, e não é preciso que eu anuncie a chegada do Senhor do Sol, porque ambos estão sempre representados no meu altar, recebendo suas oferendas e suas preces.

terça-feira, 10 de março de 2009

Palestra da Tarde Esotérica de Março


Hyperion, Hélios e Apollo: evolução solar.

Eu escolhi esse tema porque no dia 21 de março, ou seja, em poucos dias, o Ano Novo Astrológico se inicia e seremos, até março de 2010, regidas pelo Sol.

E isso me deixa muito feliz. Porque será um bom ano para rolar na grama como um gato em dia ensolarado. Aliás, convido a quem estiver a fim.

O meu foco na palestra foi falar um pouco sobre esses deuses de luz e como são importantes, junto com suas deusas, irmãs, filhas, mães e irmãs, constroem seus papéis.

Hyperion, O que Vê de Cima, nos fala um pouco sobre apoiar sua família e ser o pilar de um movimento de completa renovação. Além, claro, de ser o Pai das Luzes do Céu: Selene, Hélios e Eos.

Hélios, o Sol, o corpo solar, além de falar sobre ciclos, é o pai das pharmakeia, Pasifae e Circe, assim, se torna um deus que energiza o fazer de magia com ervas de suas filhas.

Apollo, o Brilhante, o que tem mais epítetos, nos fala de ser solar... mas que também temos um lado que não parece o mais bonito ou o que queremos mostrar: o das pestes e dos venenos. Mas essa faceta é comum a todos, certo? Sim, certo. Mas em alguns momentos, alguns não esperam isso de Apollo. E assim tb o Líder das Musas surpreende.

Será que 2009 será o ano de surpreender? De trazer à luz o que não mostramos antes? De cauterizar machucados de batalhas de 2008? Tomara!

Por fim, quero desejar a todos um ano novo excelente e que o Sol traga foco, liderança e iluminação a todos!

Pietra, a solar

domingo, 8 de março de 2009

Equilíbrio


Gostei muito deste texto. Ele conversa comigo, pois minhas ideias também são bem apolíneas e buscam o Metrón, a Justa Medida.


Uma das coisas que vem mantendo meu interesse na religião helênica, não importa o quanto os outros praticantes tentem ou consigam me deixar maluco, é o ideal apolíneo de Moderação e Equilíbrio. Na verdade, esse ideal parece ser mantido por outros pagão mais "sãos", mesmo que não praticantes do helenismo. Eu preciso concordar que as religiões com raízes em Abraão o Paganismo é uma coisa estranha; e também admito que para aqueles que têm a ideia de espiritualidade monoteísta como a "correta", a crença em vários deuses pode parecer "anormal" e, em nossa sociedade, "anormal" pode, muitas vezes, ser traduzido como "loucura".

Em minhas práticas pessoais, eu equilibro muito do "louco" (...) com muita racionalidade. Eu examino minhas experiências ditas místicas com um tanto de lógica, para poder correr atrás de explicações lógicas para os acontecimentos antes de cair em uma fantasia, ou busco, pelo menos, alguma explicação simples e plausível antes de tudo. Na maioria das vezes, as coisas podem ser explicadas com questões completamente mundanas e, em menores casos, não é bem assim.

Agora, a aceitação do mundano não necessariamente incorre na descrença do que é fantástico; mas, o mundano e o fantástico podem coexistir em equilíbrio um com o outro. Um amigo meu uma vez me explicou o paradigma de Apollo e Dionísio como uma forma de dualidade Yin/Yang um tanto mais complexa. Lógica e Ciência ficam no reino de Apollo, tal qual os oráculos e o misticismo, algo que sempre é legado para um lado mais distante da "normalidade". Êxtase e "selvageria" estão sob o domínio de Dionísio, mas também a capacidade de colocar uma máscara e ser convincente, mesmo que por pouco tempo, sendo que para fazer isso é preciso de um grande poder de controle.

Enquanto Nietzsche pintou Apollo e Dionísio de uma forma um tanto ÿin e yang", mas perdeu a parte na qual equilíbrio é necessário para ambos sejam completos, e assim pintou uma imagem não dos dois Theoi mais cultuados na Grécia Antiga, mas de dois extremos, 100% preto e branco. O Apollo de Nietzsche não tem nada a ver com a "moderação" das coisas, mas sobre o controle total sobre si. O Dionísio dele é muito próximo de um “Jimbo Morrison” no filme altamente ficional e exagerado de Oliver Stone, The Doors: um bêbado quase sempre extático, sempre maluco e fora de controle. Ray Manzarek diz que seu personagem era ficcional e que pouco se pareceria mesmo com Jum Morisson na vida real - muito mais do que um poeta e filósofo com quem se tornou amigo, o verdadeiro Dionísio para o Apollo de Ray, que, nas palavras de Manzarek, “[poderia] beijá-lo e amá-lo pela conexão que estabeleceram através da música”.

Apesar de Dionísio ser mostrado como "rústico" e Apollo como "urbano", Dioniísio pode ser sentido nos teatros das cidades, em suas casas noturnas, nas festas nos sótãos das casas as quais ninguém admite ter planejado. Por outro lado, Apollo tende a se aventurar nos bosques para estar com suas Nymphai e chorar a morte de Jacinto e outros amores que perdeu. Isso tudo acontece em perfeito equilíbrio, perfeita harmonia. Deixar o êxtase sobrepujar a razão e vice-versa é um convite a impureza espiritual e à loucura. Reconhecer quanto precisamos nos centrar na moderação é uma habilidade importante, pois assim saberemos reconhecer os momentos nos quais passamos na vida.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Entrevista para um blog


Olá pessoal.

Quero convidar todo mundo para ler a entrevista que eu dei para o blog Todos os Clãs.
Ficou bem informal, conversa de amigos mesmo.


Confira:
http://todososclans.blogspot.com/2009/03/xama-entrevista-pietra-di-chiaro-luna.html

Ouvindo: Resposta, de Maysa.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Novo texto no Tribos de Gaia

Texto fresquinho no Tribos de Gaia. 

Escrevi sobre podcasts, como ouvir e um convite a uma produção maior de podcasts pagãos em língua portuguesa. 

Confiram: http://www.tribosdegaia.org/pietradichiaroluna/pietra29.html

Ainda temos as atualizações:
- Sarasvati: Estórias de Shiva

- Gwydyon Drake: Com que Roupa?Eu Vôo.

- Tuga Martins: Tentáculos Sutis

- Lua Serena: Identidade: Bruxa

- Libéria Al Khadir:Quinze Mil Setecentos E Cinquenta!

Na seção Mitologias:
- A descida de Ganga
de André Melannagi

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Atualização do podcast Bruxaria Italiana para Ouvir

Finalmente!

Depois de quase um mês. Mas enfim... está prontinho, quentinho do forno.

Nesse episódio resolvi tratar um pouco do assunto Aconselhamento Espiritual e como fazer desse momento um ótimo encontro para consultor e consulente.

Para conferir, juntamente a minha agenda de eventos, acesse: http://web.mac.com/dichiaroluna

Espero vcs lá!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Fui aprovada! Palestra na 5a. CWED


Conferência de Wicca e Espiritualidade da Deusa.

Fui convidada pelo Claudiney Prieto para falar sobre algum tópico "streghe" e relacionado com deuses, espiritualidade ou uma grande deusa criadora (não, ele não usou essas palavras, mas foi uma coisa que eu deduzi dado o nome do evento). Então, eu fiquei pensando que falar sobre Diana ia ser um tanto clichê e um tanto não minha prática efetiva. E me coloquei a pensar... O que seria um tópico interessante para dividir com esse público que não é strega, mas que pode vir de uma família de imigrantes... ou ainda, que pode ter ouvido falar alguma coisa sobre isso?

E foi quando me veio: trabalho de família. Ou seja, um lance que eu conheço faz, pelo menos, 5 anos oficialmente, que eu aprendi o que significa lidar com esse tipo de comunidade e o trabalho mágicko e devocional que está envolvido nisso tudo.

Assim, convido a todos para participarem do evento, 5a. Conferência de Wicca e Espiritualidade da Deusa, dos dias 5 a 7 de junho, em São Paulo.

Minha palestra: FAMIGLIA, O BERÇO DA MAGIA DAS STREGHE.
"Os grupos mais conhecidos são provavelmente os covens wiccanos ou os groves dos praticantes da espiritualidade celta. Mas, certamente, existem muitos outros grupos com diferentes nomes, propostas, organizações. Entre os praticantes da Bruxaria Italiana, seja Stregheria, Stregoneria ou Benedicária, existem muitos grupos. Pela popularização da Bruxaria Italiana pelo autor norte-americano Raven Grimassi, sempre que se pensa em um grupo de Stregoneria a palavra boschetto aparece. Porém nem todos os grupos são boschetti. Alguns são comunidades. Alguns praticantes, ainda, são solitários, ou apenas um, em um grupo. E existem as famiglie (famílias)."
Dia 7 de junho de 2009, domingo, às 10hs.

Para mais informações, acesse:
http://www.conferenciadewicca.com.br/

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Selos e Prêmios

Ganhamos mais duas indicações para nosso bloguinho!

O primeiro, o selo Blog de Ouro, veio do Crianças Pagãs. O segundo, o prêmio dardos, veio do blog Art'Voadeira.

Agradecemos aos dois pela indicação! Ficamos muito felizes que nosso trabalho esteja agradando tanto!

Para ambos, indicamos as páginas linkadas no nosso blogroll. Todos, em português e em inglês, valem a pena de serem lidos.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Pharmakeia, Deusa Bruxa


Pharmakeia, do grego, a que conhece ervas. Também palavra para bruxa ou feiticeira. Sim, desde a Grécia antiga, aquela que conhece ervas, seus segredos, remédios, venenos e transformações são das chamadas "bruxas". As mulheres sábias, as que tem um olhar mais apurado para o local que habitam, que vivem-junto.

Algumas deidades têm esse nome, pharmakeia. E, geralmente, quando pensamos nisso imediatamente, vamos para Diana, a Reina del'e streghe ou mesmo, Hekat, a Trívia. Seus atributos de senhoras da magia, de trazedoras das mudanças, de conhecedoras dos caminhos e do mundo selvagem, além de uma ampla iconografia e associações com a Lua, fazem com que Diana e a Trívia sejam "top of mind" quando pensamos nas pharmakeia.

Mas, outras Deusas são assim... Circe é uma. A Deusa dos Cachos Claros. Filha de Hélios e Perseis. Circe se faz muito presente na vida de Odisseus, que chega à ilha de Circe e tem sua tripulação transformada em porcos; transformação que não se dá por um passe de mágicka, mas sim, por drogas, por poções. Circe, a que ajuda Medea a se casar com Jasão e é visitada na Itália. Na Velha Bota ainda, Circe é conhecida como mãe do deus Faunus, por Poseidon.

Outra, é a irmã de Circe, Pasifae. A que Brilha em Tudo. A esposa do rei Minos, mãe do minotauro, Asterion. Pasifae também mãe de Ariadne, a senhora do labirinto, e de Fedra. Pasifae conhecedora das ervas, chegou a amaldiçoar Minos por suas amantes fora do casamento, fazendo que ele ejaculasse escorpiões quando se deitasse com outra que não ela.

O que eu acho muito interessante nessa coisa toda é que, Pasifae é a lua cretense... Circe é uma senhora de uma ilha que trabalha com ervas e drogas e se coloca na posição de conselheira ou de interventora.

Sim, as pharmakeia são como as streghe. Talvez sejamos nós como representações físicas dessas Senhoras Antigas, das Senhoras da Sabedoria da Natureza.


domingo, 8 de fevereiro de 2009

Palestra sobre Deusas da Terra

Dia 7 de fevereiro foi dia de Tarde Esotérica, com o tema Divino Feminino. E foi uma tarde muito interessante.

Falei um pouco sobre Deusas da Terra. E, fui pensando e me colocando de como me parece que, com o passar do tempo e com o refinamento do pensamento de um povo, suas deidades também ganham esse refinamento e sofisticação. E que, para os gregos, isso começa com Gaia, a terra que nos sustenta e vai até Perséfone, o trigo de Deméter. Entre as duas, se faz os Mistérios de Elêusis, e com elas vive o segredo da vida e da morte.

O que é muito bonito é que isso tudo acontece com as deusas, sim, mas sem os Deuses, como Zeus, Hades e Poseidon, esses movimentos não se dão.

O que eu quero dizer é que, sim, as Deusas carregam a essência da Terra e da vida, e do sustento. Mas que sem a passagem dos Deuses, do masculino, não fertilizamos e os ciclos não se passam.

Por fim, nessa tarde de Deusas, ajudamos uma amiga a pensar seu feminino e como isso é importante de ser pensado, pois o feminino não é igual para todas as mulheres, nem para todas as pessoas. Leto é um feminino... Deméter, outro. Afrodite, mais um... Athena, ainda outro. E assim somos, pessoas diferentes, como as folhas das plantas tantas sobre o corpo de Gaia.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Deuses americanos

"Um dia estão banhando em sangue todo o exército do império em sua honra e no dia seguinte nem lembram do seu aniversário".

A frase acima, dita pelo sr. Wednesday (Quarta-feira, em tradução livre) é uma das minhas citações preferidas de "American Gods" (Deuses Americanos), do Neil Gaiman. Ele se refere a Mithra, enquanto explica para Shadow, o protagonista da história, o que o Natal significa. E ainda diz que Jesus Cristo é um garoto esperto porque conseguiu um monte de seguidores bem rápido, para a idade deles.

Wednesday - assim como Easter, Ibis, Mama-ji, Jacquel e Bast - é um deus. Todos eles vivem nos Estados Unidos, porque em algum momento de sua existência, alguns de seus fiéis e cultuadores foram parar ali. Alguns na época do colonialismo, outros muitos séculos antes.

O problema é que, hoje, ninguém mais se lembra deles. Não há mais cultuadores dessas divindades. Nem entre os pagãos, que optaram pelo culto a um princípio feminino inominável. Segundo Wednesday, os novos deuses da América são a televisão, os seguros e outras coisas que vieram com o mundo moderno e tomaram o seu lugar. O altar doméstico, para ele, é a tv da sala. E o culto é o programa noturno em que toda a família pára para assistir - aqui seria o Big Brother, ou a Novela das 8. Nem Jesus Cristo compete com eles.

Uma amiga me disse que todo o Neopagão devia ler "American Gods". Eu concordo. Acho que faz com que a gente pense um pouco na nossa relação com os deuses, nas nossas crenças e na nossa ancestralidade. Como é uma obra escrita por alguém que não é pagão - pelo menos não que eu saiba -, não temos parcialiadade e romantismo. Temos uma boa história, com boas referências, com boa pesquisa e uns pontos interessantes para se pensar.

Quem quiser ler, pode encontrar na Livraria Cultura a edição em inglês por R$ 35. Há algumas edições em português no site Estante Virtual, mas o preço é mais salgado.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Daqui do Brasil e lá dos Estados Unidos


Eu tenho alguns perfis em redes sociais de fora do Brasil. Depois que eu matei meu Orkut, eu me coloquei de uma forma mais intensa nessas redes. Uma é o MySpace e a outra, o Facebook. E lá (s) as coisas acontecem de um jeito diferente do Orkut, mas tem coisas que me colocam para pensar num tanto de coisas... Quanto realmente é preciso colocar nosso tipo de Bruxaria Italiana, aquela feita no Brasil para o escopo internacional. Uma vez, uma pessoa veio me mostrar um site sobre Bruxaria Italiana feita na Itália, mas que tinha tradução em português, e eu passei o meu site para ela. Não tenho palavras para dizer como me incomodou o fato dessa pessoa passar a dizer que meu site era parcial e que como eu não explorava as "maravilhas" trazidas a humanidade por Raven Grimassi. Afinal, aquela é a autêntica bruxaria italiana... e essa palavra me pega...

Não que eu ache que ele não presta... Não acho. Acho que ele tem um valor importante no contexto todo do entendimento da Bruxaria Italiana, e principalmente no contexto norte-americano, mas não é a única fonte, a única verdade.

Acho que, ao expor um tanto da minha prática e um tanto do entendimento dos filhos, netos e bisnetos dos imigrantes traz um contexto social e cultural que difere de país para país e isso faz com que os símbolos sejam entendidos diferentemente.

O que fazer?

Estou pensando se o nosso jeito realmente não ê de streghe brasileiras para streghe brasileiras. Ou seja, será que vale o trabalho de querer levantar uma lebre em inglês que faria sentido para muito poucos? Será que não vale mais investir num trabalho em português para falantes de língua portuguesa?

Estou me convencendo que sim... e com os de fora que nos entendem, dialogamos.

Imagem: Bella Strega Aradia, em
http://guaya.deviantart.com/art/Bella-Strega-Aradia-89427325

Pão

Quatro tabletes de fermento "fleishman", como diz a minha avó - o famoso fermento químico, aquele de quadradinho. Quatro colheres de açúcar. O fermento vai dissolvendo no açúcar. Depois vai a manteiga. Derrete tudo e deixa descansar uns 40 minutos. Passado o tempo, é colocar farinha, ovos, mais manteiga (ou banha) e amassar na tábua da mesa.

Na madeira. Se for na pedra ele fica gelado e não cresce.

Amassar, amassar, amassar. Quanto mais sovado, mais fofo ficará o pão. Essa é a melhor parte do processo: enquanto eu sovo a massa, desejo que o ele cresça. E que, as pessoas que o comerem, tenham prosperidade, fartura e alimento. Que ele possa matar a fome e trazer as bênçãos da deusa da colheita. Que ele seja um pedacinho dessa deusa, que vive na farinha de trigo, no leite, no ovo e no meu trabalho.

Eu penso em como, de certa forma, o fazer pão me liga com todas as mulheres que vieram antes de mim, que passaram manhãs sovando outros pães, em mesas de madeira maiores que a minha. Cozinheiras mais experientes, mas que colocaram nesse pouco de massa as mesmas inteções que eu coloco na minha porção.

Depois de sovar, o trabalho é simples. Dividir os nacos, separar as assadeiras, colocar a manteiga por cima, enfiar no forno e esperar o cheiro encher a casa aos poucos.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Bruxaria Italiana para Ouvir, podcast


Está no ar o episódio do podcast Bruxaria Italiana para Ouvir com o texto "Ecletismo" da Diana Luciano Grayfox.


A linha segue sobre o olhar sobre os deuses de nossos ancestrais e o seu culto feito, exclusivamente a eles, dentro de algumas tradições e clãs, a minha casa inclusa.


Para ouvir acesse o site do podcast, clicando aqui!

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Vida Pagã, podcast

Mais um podcast pagão para conhecermos.
A bruxa Jackie Ayre s produz o podcast Vida Pagã para conversar e discutir questões de nossos pensamentos e práticas.

O primeiro episódio, "Várias faces, um só deus..." fala sobre diferentes correntes pagãs de pensar as deidades.

Como a gente do Stregheria Prática, Jackie coloca que não acha que os deuses são faces de uma deidade maior. Acreditamos na diversidade dos deuses... somos politeístas... mas nem todo mundo é assim.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Caminhos diferentes, mas semelhantes


Hoje, olhando um blog, encontrei uma fotografia interessantíssima, de uma "limpia", uma limpeza espiritual, com ovo na água. Na fotografia dá para ver as coisas ruins que estavam na pessoa que passou pela limpeza. O blog é de uma curandera, uma benzedeira, do Texas. Acho que ela é cristã. E tem um bocadinho de magia latina, um bocadinho de hoodoo (que é a magia popular da américa do norte -um dia desses escrevo sobre isso), um bocadinho de catolicismo mágico. E enquanto eu olhava a fotografia do ovo usado na limpia, eu relembrei um momento ano passado onde eu participei de uma limpeza espiritual usando ovos, de um jeito bastante diverso, mas ao mesmo tempo, muito parecido com o que ela faz.

Acho interessantíssimo isso. Embora ela tenha um vivência totalmente diferente da minha, leio no blog dela sobre a construção de um altar aos ancestrais e o trabalho com estes. Sobre bençãos de coisas domésticas e fabricação de amuletos. E vejo como, tendo um caminho outro e uma experiência diferente, seguimos em paralelo, a curandera e a bruxa...

Tenho pensado muito nisso. Existe em mim a strega, que faz feitiços e magias e conversa com ancestrais para proteger a família, e a pagã, que trilha um caminho religioso fundamentado no helenismo. As coisas se mesclam em certos momentos, mas em outros, seguem separadas, e então percebo como toda a magia popular, seja da Itália, da China, da América Central ou do Norte, tem elementos que trabalham em sincronia, porque nossas motivações e preocupaçoes são as mesmas.

Deixo por aqui os links de dois posts (em inglês) do blog Curious Curandera, que motivaram este post:

O resultado de uma "limpia"
E a maneira como ela faz esse tipo de limpeza com ovos

Programa: Tudo Sobre, no Discovery Science

tema de 26 de janeiro foi "Paranormais"... de curandeiros a reikianos e gente que trabalha com pêndulo, um mundo de pessoas que usam o que existe no mundo e não é necessariamente óbvio para a maioria das pessoas.

O approach é meio americanóide, mas o que é bacana é colocarem as palavras das pessoas falando de coisas que acreditamos e sabemos que existe.

Um cara disse que isso tudo serve para escaparmos de uma existência monótona...

Uma senhora coreana disse que o viver com os ancestrais e seus caminhos, nos faz mais parte do mundo que vivemos. E que o que as pessoas chamam de "curandeirismo" eles chamam de contato com os Deuses e com a Natureza... e nós chamamos de Xamanismo... de Paganismo... de Espiritualidade... lindo!

Coincidência? Eu rio dessas coisas... E uma coisa é verdade... Deuses são Deuses... aqui, na Coréia, na Grécia... NA NATUREZA!

Que beleza!!

sábado, 24 de janeiro de 2009

Vida além dos blogs

Aprendi uma coisa nos últimos meses: existe muita vida na internet além do bom e velho blog. É só dar uma olhadinha na programação da Campus Party, que está rolando esta semana aqui em São Paulo, para comprovar isso.

Um dos lugares onde a vida continua é o Twitter. Na verdade, ele faz com que você escreva microblogs, pequenos posts de 140 caracteres, contando o que está fazendo. É em inglês e bomba entre os norte-americanos, mas tem muito brasileiro usando - 5% dos usuários são daqui. Resolvi listar alguns twitters legais, para quem quiser acompanhar.

Que fique claro uma coisa: ninguém vai aprender Bruxaria em Dez Lições pelo twitter, mas é um bom jeito de saber da vida dos outros, conhecer gente, fazer amigos e contatos legais. Além de ser super divertido e móvel, porque pode ser facilmanete usado em um celular com acesso à internet - nem precisa ter iPhone, o meu Sony dá conta do recado!

Minhas dicas são:

Gaian Tarot: http://twitter.com/gaiantarot
Esse deck é lindo e a sua autora tem uma cara super simpática. Esse é o twitter dela, que não fala só de tarot, mas também da vida e do dia-a-dia de uma autora.

A. Venefica: https://twitter.com/Avenefica
O blog sobre símbolos que ela faz está linkado aqui do lado. Então vai também o twitter, para sabermos mais sobre gente que admiramos.

Tarosofando: https://twitter.com/Tarosofando
Sobre tarot, em português. Super difícil de achar coisa boa assim!

Para fechar, não podia faltar o calhau: meu twitter (http://twitter.com/inesbarreto) e o da Pietra (http://twitter.com/dichiaroluna), que usamos para postar bogagens e diversidades ao longo do dia.

Conhece mais algum? Fez o seu perfil? Conte para a gente!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Plutão... planeta e Deus


Plutão. O planeta Plutão. Nosso Senhor Hades. Dis... O Submundo... a Morte e o Renascimento.
Fiquei impressionada esses dias, como é que as energias dos planetas se relacionam diretamente com as deidades que lhes emprestaram nomes. Tem horas que eu acho que os planetas tb são chamas dos nossos deuses.

Tudo começou com eu ouvindo o podcast "Evolutions of Astrology, da astróloga americana Dena DeCastro, que inclusive, participa muitas vezes do podcast de tarot da Leisa Refalo.

Podcast da Dena DeCastro:
http://evolutionsofastrology.com/

Podcast da Leisa Refalo: www.tarotconnection.net

Os podcasts das meninas me mostraram uma faceta mais profunda da energia plutoniana e sua influência no céu e na nossa vida, via Astrologia mesmo.

Plutão é um planeta que circula bem lentamente no céu. É um planeta sem pressa, que marca inclusive, a diferença de gerações... a marca espiritual dessas gerações.

Plutão é um planeta pequeno e distante... frio... o último limite do nosso sistema solar. Plutão se guarda... mas não se esconde. Suas marcas são dadas no céu e nos acontecimentos na vida dos homens: grupos e indivíduos.

Plutão fala de mudanças, de transformações. E a morte e renascimento a que se refere, são as mexidas que damos dentro da gente, num âmbito pessoal, claro. O que é morrer? Entrar na escuridão do que não se sabe direito. Passar um portal que não sabia que existia. E olhar dentro dele... e sabe o que tem lá? Você... um você novo, que está limpo das rachaduras antigas... Um espirito mais pronto para viver a vida.

É o poder que não temos sobre a Morte. E ela bate na nossa porta.

Plutão é arcano 13, 15, 21... é 2 e 18... é 21 quando tudo termina.

Dançar com Plutão? Com o Belo do Hades? é o fim... é o que falta para a libertação total.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Preparando um podcast especial


com um texto da strega Diana Luciano Grayfox!

Sai em breve!

Como diz o Silvio Santos: Aguardem hehe

domingo, 18 de janeiro de 2009

Na palestra de ontem...


Aconteceu uma coisa muito interessante... que já havia me acontecido antes, mas que eu pude, dessa vez, me defender, defender meu ponto e saber que OK quando as pessoas pensam diferente, sem exasperação.

Antes de contar o acontecido mesmo, eu quero expressar minha alegria com as "caravanas" que vieram até mim ontem. Pessoas de Santos e Sorocaba vieram para me ver e me ouvir. Achei bonito e fez a palestra ficar ainda mais cuidada e rica, pois houveram perguntas e ponderações diferentes. Obrigada, aos presentes!

Bom, agora, senta que lá vem a história.

Estavamos já terminando a palestra e o tema foram os caminhos da Bruxaria Italiana que, a despeito de podermos fazer poucas generalizações, podemos pensar em 3 grandes "caminhos": Stregheria e a proposta do Raven Grimassi; Stregoneria, e as práticas tradicionais, que é o nosso caso aqui no blog; e a Benedicária, e as streghe que lidam com suas tradições dentro do catolicismo. E muito conversamos sobre isso, e santos e a beleza de algumas imagens sacras e como isso embeleza nossas casas, oratórios e ritos. Quando, uma pessoa que já estava deitado no meio da sala, vira e pergunta:
- O que as bruxas pensam de Deus?
- Qual Deus?, perguntei eu.
- O único Deus, o Criador do Universo, respondeu ele.
- Bem, eu disse, eu etendo o que vc está dizendo, embora como politeísta, eu não enxergue as coisas assim. Nós, bruxas, pensamos que, se vc é um bom cristão é ótimo que se creia em Deus. E que essa é uma deidade muito grande, muito importante. Mas para gente como ele (apontando para o Jota, amigo meu) e eu, o Universo começou com o Caos e daí, Gaia e Urano, e por ai vai.
- Então, são diferentes culturas?, perguntou a pessoa.
- Sim, cada cultura e tempo histórico, traz um sistema de crenças para um povo, eu coloquei.

Ai, veio a parte X, porque até aqui a coisa até que vinha bem. Ele disse:
- Sabe, eu sou cabalista e acredito que Deus e a igreja católica que organizaram o mundo e homens para sua melhor civilidade.
E ai eu disse:
- Se vc é um bom cristão, ok... mas acho que as culturas tiveram seus momentos regulatórios, vide Maomé e os povos árabes.
A resposta foi:
- Eu penso que os cabalistas e os cristãos estão aqui (menção com a mão para cima) e as bruxas, estão aqui (menção com a mão para baixo).

Foi quando eu me muni de todo o bom estado de espírito e disse:
- É mesmo? Que bom, um dia a gente chega lá. Agora, olha esse cristal. É um cristal em sua essência... não muda, mas tem pontas diferentes. Qual ponta vc está olhando? Nossa cultura, nossos Deuses e nossa crença são importantes e bem feitos e mais: a cabala não quer dizer nada pra mim. Simples assim.

Bom, fim da história, a pessoa saiu, foi embora e não disse adeus a ninguém. Eu terminei calma, mas pensando em como as pessoas ainda tem um pensamentos autocentrado. Azar...

Meus Deuses e Ancestrais sorriem e seguimos em festa e devoção.

Novos textos no Tribos de Gaia

Inês e eu tivemos nossos novos textos publicados no Tribos de Gaia.

Inês fala da vivência com a terra e com as suas salsiNhas a aprofunda a compreensão dos ciclos e da deusa que ela cultua: "(...)vendo aquele canteiro crescer na minha janela, eu consigo entender porque a humanidade, independente da cultura, celebrou e orou pelos deuses da terra e da agricultura. É realmente divino perceber a forma como a sementinha minúscula e frágil que pousou na terra usou todos os recursos naturais para virar uma planta forte."

Pietra fala sobre como os grupos são importantes e que bonito é o movimento que vem acontecendo de busca de pessoas fora da web: "Isso tudo me faz pensar que por mais que nós, que temos um tanto a mais de experiências e de vivências em diferentes tipos de grupos, sejam covens, clãs, famiglias, groves ou até grupos de estudos, possamos olhar para alguns agrupamentos e pensar: "nossa, o que esse povo está fazendo?"

Para conferir, acessse: www.tribosdegaia.org