sábado, 12 de fevereiro de 2011

Entrevista para o programa Espiritualidade Urbana


Ontem tive uma ótima oportunidade: levar a Bruxaria Italiana para um programa de tv... tv na web, mas tv de qualquer forma. 

Claudiney Prieto foi super gentil e me convidou para falar meia hora sobre a espiritualidade que sigo e que amo, podendo esclarecer questões e mostrar que podemos seguir por muitos caminhos.

Falamos sobre Stregheria x Stregoneria x Benedicária e que, a última é uma efetiva possibilidade e que Bruxaria Italiana, por aí, não é uma exclusividade pagã. E eu acho que isso é uma coisa boa, pois, de alguma forma, mantém as tradições das famílias.

Falamos também sobre Dianus Lucifero e como entender que não se trata de um demônio cristão, mas uma deidade muito importante. Comentei que o que melhor ilustra isso é o conhecimento da mitologia e que, infelizmente, é muito difícil lutar com esses imaginários cultivados a tanto tempo. Porém é uma questão de olhar a natureza. O que é que adorna muitos machos? Chifres, cascos, presas, penas. Um grande gamo sustenta grande galhada... um grande pavão sustenta grandes penas. E com a natureza de masculinidade primal, essas deidades como Dianus, Pan ou Cernnunos carregam essa natureza e a externam como os outros machos que os Deuses criaram. É uma questão de olhar como a Natureza funciona e tirar os preconceitos... é difícil, eu sei...

Por fim, uma pessoa perguntou, lá do Japão, via chat, se uma pessoa que fosse bastante conhecedora do Evangelho das Bruxas seria uma boa strega. Bom, na minha opinião, conhecer bem essa obra faz uma pessoa ser uma strega com bom repertório. De orações, de feitiços, de mitos. Muitos teóricos dizem que o livro não é autêntico, no sentido de sim, carregar folclore italiano, porém não necessariamente vindos da discípula de Aradia di Toscano - aliás, existe alguma controvérsia de se ela existiu efetivamente ou não ou se foi várias pessoas, enfim... A questão é que, conhecer essa obra não faz de ninguém strega, mas dá mais literatura para a pessoa... e que, dentro de uma prática efetiva, ativa e responsável, é importante conhecer muitos folclores. Vale pensar também que a Itália é grande e diversa, logo não podemos colocar a Bruxaria Italiana dentro de uma caixinha e dizer que é assim ou assado apenas... cada lugar é um lugar, com diferentes influências e povos e toques e magia.

Falar de Bruxaria Italiana na tv foi uma delícia... porque acredito que dessa forma podemos mostrar quem somos e que somos ativos, praticantes e não velhas chatas e que se escondem quando as pessoas se aproximam. A espiritualidade, a religiosidade está aí... e devemos fazer dela um pano de fundo, uma coisa que é inerente e não um penduricalho, um crachá ou um status. 

Obrigada, Claudiney Prieto, pela oportunidade. Assim que eu conseguir o video, eu posto =)
Obrigada, Hermes por fazer tudo funcionar direitinho!

Pietra

6 comentários:

*Hera disse...

Velha chata è otimo hahahahahaha.
Que orgulho dessa muiè...continue levando tuas sabedorias ^^

bjs

PS: tem link de reprise? nao pude assistir hihihi

Pietra disse...

Eu vou pedir pro dono da tv uma cópia do video para postar... eu tb quero ver hahahah

I. disse...

Concordo com a Hera! Se tiver link de reprise, seria perfeito! ;)

Gabriel Careta disse...

Que legal, Pi!!!
Aliás, como faço para assistir este programa???

Rayto de Lua disse...

Que interessante isso, falava sobre essa religiosidade e sobre tradições hoje com minha mãe. Meus avós maternos são netos de italianos, falavámos sobre a vinda do primeiro Jaloretto (Gialoretto acho que isso) pra cá, isso por causa deum documento antigo (tem uns 100 anos) que achamos. Fiquei pensando se tinha alguém do babado na família, rsrs... Pela parte da minaha vó eu sei que tinha... rsrs
Uma pena que ninguém manteve as tradições vindas de lá, bom vou procurar saber sobre esses papéis, quem sabe acho alguma bruxa velha...

Luciana Onofre disse...

Eu perdi!!! Como faço para ver?

Amei o layout do blog, parabéns!