terça-feira, 7 de junho de 2011

Ancestralidade e educação

Hoje eu estou com meu foco de ancestralidade com uma coisa que eu precisei fazer... trabalho de pós-graduação. Precisamente, um escrito sobre poesia épica.

O que é interessante sobre a poesia épica é que ela começou lá na Grécia, mas se encontra no mundo todo, a todos os tempos. E que a grande coisa dela é seu inicio pela oralidade. Pela falta de registro. Os aedos, os poetas, as tinham de cabeça e não as liam, cantavam. E a poesia, mais do que hoje, era um fonte de entretenimento e, claro, de História.

Através das epopeias, nossos ancestrais falavam dos grandes feitos de seus povos, de seus ancestrais.

Infelizmente, em muito tempo, não tinhamos papel e não havia registro. E ainda mais, quem conseguia ler?

Bom, o tempo passou e até estamos aqui, escrevendo, registrando num meio que nem mais é o papel e que pode ser lido em muitos suportes.

Aprender a ler e escrever é uma coisa relativamente moderna... para mulheres, ainda... vixi... Mas estamos aqui. Falando de grandes poetas... Pessoa, Keats, Byron, Bandeira, Quintana, Homero... Escrevendo sobre o que os nossos muitos ancestrais já sabiam. De palavra cantada, com lira e alaúde, de grandes feitos de seus ancestrais, de tudo aquilo que nos fez sair de Troia e chegar a São Caetano, escrevendo num computador.

Canta, ó, Musa!
Louvadas sejam!

Um comentário:

Diannus do Nemi disse...

Que seja semper abençoado esse fluxo da natureza que é vivo, constante, transformador e eterno. Logo, Sagrado.

Abraços!